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Sociedade

Militares da GNR querem mais mais autonomia

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Uma petição por uma Guarda Nacional Republicana “autónoma do Exército” e por um horário de trabalho de referência foi lançada no final de uma manifestação em Lisboa

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) lançou esta sexta-feira uma petição para exigir uma Guarda Nacional Republicana "autónoma do Exército" e um horário de trabalho de referência.

A petição, que vai ser entregue na Assembleia da República após a recolha de mais de 4000 assinaturas, foi lançada no final de uma manifestação, que juntou centenas de militares da GNR nas ruas de Lisboa.

Os militares da GNR protestaram contra a não aprovação pelo Governo do estatuto da classe, numa manifestação que decorreu entre o Largo de Camões e a residência oficial do primeiro-ministro.

O protesto foi acompanhado de perto pela PSP, que destacou para vigiar a zona da Assembleia da República e a residência do primeiro-ministro cerca de 250 polícias, disse à agência Lusa fonte policial.

O presidente da APG, César Nogueira, afirmou à Lusa que o aparato policial não se justificava, sublinhando que os polícias estavam a cumprir ordens.
César Nogueira disse que o protesto pretende demonstrar o descontentamento pela não aprovação do estatuto da GNR, prometido pelo Governo desde o início da legislatura, e um alerta para o próximo executivo.

"Não aceitamos ser enganados. O dia de hoje é para demonstrar esse descontentamento e deixar um alerta para o próximo Governo, seja ele qual for, que vamos continuar a protestar e que queremos um estatuto digno para a GNR", disse o presidente da APG.

A APG exige também um horário de trabalho compatível com as funções da Guarda, que não exceda as 36 horas semanais, e repudia os processos disciplinares instaurados ao presidente da APG/GNR, a dirigentes e a profissionais da GNR, que "apenas visam calar a indignação" da classe.