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Sócrates pode votar. Mas com escolta

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João Relvas / Lusa

O juiz Carlos Alexandre e o o procurador Rosário Teixeira concordaram: José Sócrates pode ir votar no domingo à hora que quiser. Mas tem de ir com escolta policial. Falta saber se o ex-primeiro-ministro aceita as condições

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

José Sócrates "informou" esta semana o juiz Carlos Alexandre da sua intenção de votar nas eleições legislativas de domingo. Como considera que mais do que um direito votar "é um dever", o ex-primeiro-ministro não pediu autorização - limitou-se a informar o juiz da sua intenção.

De acordo com uma fonte judicial, o juiz Carlos Alexandre decidiu esta sexta-feira que José Sócrates pode ir votar no domingo à hora que quiser, mas terá de exercer esse direito sob vigilância policial. Contactado pelo Expresso, o advogado Pedro Delille garante que a defesa do ex-governate não foi notificada "de nada".

Segundo outra fonte, a PSP já tomou conhecimento da decisão de Carlos Alexandre e está a definir a forma como vai fazer a escolta. "Terá de se definir se será feita por elementos fardados ou à civil ou se será usado um carro patrulha ou um descaracterizado no transporte", diz a mesma fonte. A grande preocupaçâo da PSP é o circo mediático que será montado à porta da casa de Sócrates e durante o trajeto até ao local de voto. A polícia terá de estar desamarda, uma vez que a lei não permite que haja pessoas com armas a menos de 100 metros do local de voto.

José Sócrates está em prisão domiciliária desde o início de setembro e irá votar numa urna instalada num stand de automóveis da Rua Camilo Castelo Branco, em Lisboa, junto ao Marquês de Pombal. Atualmente está a morar numa casa da Rua Abade Faria, na zona da Alameda, propriedade da ex-mulher.

O ex-primeiro-ministro foi detido em novembro do ano passado sob suspeita de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Esteve preso nove meses na cadeia de Évora e ainda não foi acusado de qualquer crime. Está atualmente em prisão domiciliária.