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Poupar energia à distância? Equipa da UMinho vai ajudar EDP

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Cinco investigadores da Universidade do Minho venceram concurso EDP - Re:dy Challenge, projeto que permite controlar consumo de energia doméstico a partir de um clique no tablet ou smartphone

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Dois docentes e três alunos da Escola de Engenharia da Universidade do Minho acabam de ser selecionados para potenciar uma componente tecnológica da EDP que permite aos clientes gerir o consumo de energia doméstica à distância. O Re:dy, uma espécie de box já no mercado e instalada pela EDP em casa dos clientes interessados em poupar na conta da eletricidade, é a componente tecnológica que está a ser desenvolvida pela equipa da UMinho e que a EDP quer aperfeiçoar através de uma parceria, a celebrar em breve.

Além de promover um consumo energético mais sustentável, a gestão à distância dos aparelhos elétricos “poderá ajudar as famílias a poupar dezenas de euros no final do ano”, afirma Anabela Tereso, coordenadora do projeto, em conjunto com Luís Silva Dias, do Departamento de Produção de Sistemas da UMinho.

No concurso que teve por participantes 11 universidades portuguesas, os investigadores, de diferentes áreas científicas, apresentaram vários protótipos funcionais em hardware e software, já em fase avançada de desenvolvimento. A par de alterações aos módulos de controlo de energia já existentes, foram ainda avançadas soluções a nível de segurança e conforto dos utilizadores, como inclusão de mecanismos capazes de detetar situações de risco, desde fugas de gás e alterações da atmosfera no interior de habitações e escritórios.

“Estamos focados em sistemas que atuem de forma segura, prevenindo ou minimizando danos, e que notifiquem o cliente ou empresa perante a deteção de uma ameaça”, salienta Anabela Tereso. Embora nesta fase seja prematuro apontar o preço dos dispositivos inovadores, a docente não tem dúvidas que as poupanças de energia vão superar os custos de aquisição e utilização do equipamento.

A monitorização em tempo real da temperatura das casas ou a ativação do sistema de ventilação à distância em caso de fuga de gás poderão ser feitas através da web ou “de uma aplicação para smartphones por SMS ou chamada telefónica”, refere José Ricardo Ribeiro, aluno de mestrado de Engenharia Informática.

A equipa premiada com uma verba de 5 mil euros em dinheiro e um acordo de parceria de desenvolvimento dos protótipos em curso propôs ainda a utilização de lâmpadas inteligentes que ajustam automaticamente a intensidade da luz consoante a claridade natural dentro ou fora do espaço habitacional. “É um tipo de melhoramento que contribui para uma maior eficiência energética, com reflexo na fatura mensal”, adianta Sandro Pinto, doutorando de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, tal como Tiago Gomes, outro dos cinco elementos do grupo.