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Peugeot Portugal diz que não utiliza métodos fraudulentos

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Numa carta dirigida aos clientes e concessionários, empresa refere que os seus carros “nunca estiveram equipados com ‘software’ ou qualquer outro dispositivo” que falseie as emissões de gases poluentes

A PSA Portugal, que agrega as marcas Peugeot, Citroën e DS, enviou esta quarta-feira uma carta aos concessionários e clientes afirmando que os seus veículos nunca utilizaram métodos fraudulentos para falsear as emissões de gases poluentes.

No documento a que a Lusa teve acesso, a PSA Portugal refere mesmo que os seus automóveis “nunca estiveram equipados com ‘software’ ou qualquer outro dispositivo para a deteção de testes de homologação em que se ativasse um tratamento de emissão NOx (óxidos de azoto), e que o mesmo se desativasse sob reais condições de condução”.

A carta enviada aos concessionários e clientes adianta também que a PSA “apoia a introdução de um novo procedimento para homologação europeia, aplicável a partir de setembro de 2017, que seja mais representativo das condições reais de utilização do que a norma atualmente em vigor”.

A PSA Portugal vende todos os modelos Peugeot, Citroën e a marca de luxo DS e produz veículos comerciais na sua fábrica em Mangualde, estando diretamente ligada à unidade fabril de Vigo em Espanha.

A European Federation for Transport and Environment (AISBL), entidade que trabalha com a Comissão Europeia, divulgou um estudo que revela que a diferença entre os resultados dos testes antiemissões de dióxido de carbono nos automóveis e o desempenho real “tornou-se um abismo”, passando de 8% em 2001 para 40% em 2014.

O estudo “Mind the Gap” escreve que a Volkswagen “é ponta do iceberg” e que a “Mercedes, BMW e Peugeot distorcem dados”. Acrescenta ainda, a propósito da Mercedes, que os modelos classe A, C e E têm uma lacuna dos testes face ao desempenho real superior a 50%, enquanto na série 5 da BMW e no Peugeot 308 o fosso fica abaixo dos 50%.