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Papa Francisco encontrou-se com chefe de registo que recusou assinar casamentos gay

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O encontro do Papa com Kim Davis ndecorreu na Embaixada do Vaticano em Washington e durou quinze minutos

GARY CAMERON / Reuters

O encontro foi revelado pelo advogado da funcionária em causa, que chegou a estar presa seis dias por desobedecer ao tribunal

Luís M. Faria

Durante a sua viagem aos Estados Unidos, o Papa Francisco falou em defesa do direito à objeção de consciência, a propósito do caso de Kim Davis, a chefe do serviço de registos numa cidade do Kentucky que, por motivos religiosos, recusou assinar certidões de casamento de casais gay.

Além de não querer apôr a sua assinatura a um contrato que as suas convicções veem como pecaminoso, Davis não deixava que nenhum dos seus subordinados a substituísse. Um juiz ordenou-lho expressamente (o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi reconhecido como um direito pelo Supremo Tribunal do país) e ela manteve-se inamovível, pelo que foi presa. Só regressou à liberdade seis dias depois, quando deixou de ser um obstáculo ao exercício de uma faculdade legal dos cidadãos.

O seu caso foi comentado em todo o país e tornou-se mais um daqueles episódios sócio-culturais contenciosos em que a América é pródiga. Agora soube-se que o Papa, além de defender Davis em público, esteve reunido com ela. Segundo contou o seu advogado, o encontro decorreu na Embaixada do Vaticano em Washington e durou quinze minutos.

O porta-voz de Francisco não confirmou mas também não desmentiu, o que parece confirmar a verdade do relato. O sumo pontífice já tinha agradecido a Davis “pela sua coragem”, pedindo-lhe para se “manter forte”.