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Norueguês que assassinou 77 pessoas ameaça fazer greve de fome até morrer

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Anders Behring Breivik queixa-se de estar em isolamento e de não ter condições para estudar

Luís M. Faria

Jornalista

Anders Behring Breivik, o norueguês que matou 77 pessoas num ataque em 2011, ameaça fazer greve de fome até à morte se as autoridades não mudarem as condições em que atualmente se encontra na prisão de Skien.

Condenado a 21 anos de prisão pelo massacre, Breivik diz que o puseram em isolamento e apenas tem direito a uma hora de recreio por dia. Nessas condições, explica, é impossível concluir o curso de ciência política que estava fazer à distância na Universidade de Oslo.

“Estudar e corresponder-me não é humanamente possível nestas circunstâncias”, explica Anders Behring Breivik, que tem uma história de iniciativas para chamar a atenção, a mais trágica das quais (mas não a única) registava naquele dia (22 de julho de 2011) em que fez detonar bombas no centro de Oslo para atrair a polícia enquanto se encaminhava para a ilha onde matou dezenas de jovens reunidos num campo ligado ao Partido Trabalhista norueguês.

O diretor da prisão (onde o café é frio, segundo uma queixa anterior de Breivik) diz que lá não existe ninguém em greve de fome. O ministro da Justiça recusou comentar. E a Universidade de Oslo mantém que toda a gente, incluindo presos, tem direito a educação superior no país.