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Contra a Uber, taxistas no aeroporto de Lisboa recusaram-se a transportar passageiros

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Primeiros táxis da praça do aeroporto de Lisboa não deixaram avançar o resto dos veículos. O presidente da ANTRAL, Florêncio de Almeida, assegura que os protestos estão a ter “bons resultados”

Prometeram manifestar-se durante todos os dias da campanha eleitoral e estão a cumprir. Os táxis da praça do aeroporto de Lisboa pararam na tarde desta quarta-feira, recusando-se a aceitar passageiros. O protesto foi pacífico, não havendo até ao momento registos de agressões ou protestos audíveis contra outros serviços de motoristas.

O presidente da ANTRAL, Florêncio de Almeida, diz ao Expresso que os taxistas continuam convictos nos protestos com a Uber: "Continuamos na nossa luta". Florêncio de Almeida argumenta que os taxistas estão a cumprir a promessa que fizeram no início da campanha eleitoral, já que "as autoridades não atuam" em relação a serviços “de transporte ilegais”, nomeadamente o Uber, contra o qual os taxistas se têm manifestado de forma recorrente. O presidente da ANTRAL garantiu ainda estar a obter "bons resultados" com os protestos que têm marcado os últimos dias.

O Expresso contactou o presidente da Federação Portuguesa do Táxi, Carlos Ramos, que se apressou a esclarecer que os protestos, que classifica como "caricatos", não contam com o apoio da instituição. Carlos Ramos diz que "a Uber não é a única empresa que desenvolve actividades fora da lei" no sector e criticou quem combate a Uber mas "faz o mesmo com táxis que não estão licenciados". Assegurando saber que a ANTRAL "está solidária" com as manifestações dos taxistas, o presidente da FPT mostra-se disponível para negociar com o próximo Governo de forma a que "toda a actividade fora da lei seja penalizada".

Os taxistas anunciaram a 21 de setembro que passariam a adotar ações diárias contra a recente empresa Uber, que utiliza uma aplicação online através da qual o utilizador pode chamar o motorista, mas também avaliá-lo ou estimar o valor que o percurso que deseja fazer lhe custará. De acordo com os taxistas, o não pagamento de impostos e a inexistência de licença obrigatória para o transporte de passageiros por parte da Uber constituem concorrência desleal.

No início do mês de setembro, o ministro da Economia disse entender os protestos contra a Uber, defendendo que estes serviços devem ser "enquadrados" e ter "regras próprias".