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Olha a Manuela, cuidado com ela

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Retrato-robô de Maria Manuela Bouza, mais conhecida por “a Manuela”, concebido a partir de descrições e de uma antiga foto

Enganou a polícia e muitas vítimas durante anos. Roubava carteiras e afins em festas e romarias por todo o país. Era uma sumidade entre a gatunagem e fazia empréstimos e até consultadoria... Acabou passando moeda falsa, mas não se saiu muito bem. Este é o sexto caso da série “Crime à Segunda”, que o Expresso está a publicar sobre criminosas portuguesas

Anabela Natário

Anabela Natário

Texto

Jornalista

João Roberto

João Roberto

Ilustrações

Motion designer

Uma saia, por baixo outra, mais outra, e outra, e ainda mais uma... Não se sabe quantas trajava de cada vez que ia à rua, mas sabe-se que todas tinham bolsos e que estes saíam de casa vazios e regressavam cheiinhos. “A Manuela”, como ficou conhecida no século XIX, não só era uma gatuna especializada como se tornou uma espécie de consultora e banco para larápios.

Morou mais de 20 anos em Coimbra, mas ali nunca roubou nada nem ninguém, e mais: impedia os colegas e amigos larápios de o fazerem. Diz-se que "poderia até ter aberto um curso de moral". Quando, porém, desta cidade se ausentava, o seu comportamento era o oposto. E não houve cidade, vila ou aldeia desde Melgaço ao cabo de Santa Maria, ponto mais a sul do continente, e do cabo da Roca, o ponto mais ocidental, a Campo Maior, por onde ela passasse que não sentisse o efeito da leveza das suas mãos.

A sua especialidade era atuar nos espaços públicos onde se realizassem ajuntamentos. Pode dizer-se que, havendo um grau na escola do crime, esta gatuna seria carteirista licenciada, doutorada em festas e feiras. "Era pois a Manuela entre os gatunos como aqueles políticos de importância que são sempre ouvidos pelos governos quando assuntos graves se oferecem com aspetos de problemas de resolver", lê-se na "Galeria dos Criminosos Célebres", num texto sem assinatura, mas escrito por quem se nota ter conhecido esta "individualidade no crime, heroína da gatunice”.

"O seu nome pronunciado entre larápios pode impor a atitude de respeito e de consideração que os grandes nomes suscitam", refere ainda o articulista. Ao que parece, funcionava como uma espécie de consultora quando os seus colegas de ofício pretendiam "fazer uma jarda”, o que significava no dicionário da gatunagem roubar em feiras. Por isso, ganhou autoridade suficiente para estabelecer regras no furto de joias, carteiras e afins na cidade onde resolveu, por volta de 1868, ter a sua morada oficial.

No ano em que escolheu a denominada cidade dos estudantes, não se sabe se terá tido já alguma influência nas ruas, mas o certo é que, na noite de 4 de julho, a procissão em honra da padroeira Rainha Santa percorreu as ruas sem incidentes, do convento de Santa Clara à Igreja de Santa Cruz. “No meio de tanta concorrência, há de agradável o não ter de registar-se nenhuma desordem que tornasse necessária a intervenção da autoridade”, segundo o “Jornal de Coimbra”. A Manuela não brincava: se algum gatuno que por si tivesse sido avisado, roubasse nas festas, ela própria o denunciaria.

Teria perto de 40 anos quando, já viúva, optou por se instalar na terceira cidade do reino. Fez desta a base para as deslocações pelo país. O seu “trabalho” levava-a de festa em festa, de feira em feira, não que vendesse alguma coisa… passeava-se entre as gentes distraídas com o folclore que as rodeava e, feito um toque aqui outro ali, enchia os bolsos das numerosas saias. Diz-se que trajava uma orgia delas e que, se as despisse todas, seria uma mulher franzina.

Planta de Coimbra, cidade que Maria Manuela escolheu para ser a sua base das "turnês artísticas" que fazia pelo país

Planta de Coimbra, cidade que Maria Manuela escolheu para ser a sua base das "turnês artísticas" que fazia pelo país

João Roberto

Manuela fazia cara de pateta, distraída, sem ligar muito ao que a rodeava. Quem a olhasse entre a multidão, junta para ver uma festa ou arruaça, pensaria que aquela mulher baixa, de ar tolo, era a vítima ideal da gatunagem e que, em pouco tempo, seria aliviada das grandes argolas de ouro que ostentava nas orelhas ou dos cordões que, do pescoço, caíam entrelaçados sobre o peito... Muitas vezes, esses pensadores já tinham ficado sem a carteira ou outro valor qualquer sem nada terem sentido. Mesmo que dessem por isso, raramente desconfiavam da aldeã de rosto alongado, com rugas próprias da idade e marcas de varíola.

Maria Manuela Bousa ou Bouza, "nascida um pouco ao acaso, pois que é filha de pai desconhecido, o que é muito bom para que a família não se envergonhe dela", como escreveu o mesmo autor da “Galeria”, é oriunda de Espanha, de Zamora, segundo os registos, ou, talvez, de La Bouza (o que poderia explicar o seu apelido registado na polícia), mas cedo veio para Portugal seria ainda criança, já que em adulta falava corretamente o português com pronúncia do norte e sem qualquer sotaque da língua materna, o que é uma proeza.

Assim, foi passando despercebida até janeiro de 1882, quando resolveu deslocar-se a Lisboa para assistir à visita dos reis de Espanha, dias de festa concorrida em que, no Rossio, se alugavam janelas para a parada “por preços exorbitantes”. Vivia-se um tempo de controvérsia sobre uma possível união ibérica, a vinda dos monarcas Afonso XII e Maria Cristina, sua segunda mulher, andou na voz de todos, foi debatida na imprensa acaloradamente, com críticas e elogios. Manuela não se importaria com tal questão, já que a riqueza que estas iniciativas atraem seria para si o suficiente para a ida à capital.

“O dinheiro corre a jorros tanto dos cofres do Estado como dos bolsos dos particulares. Gastam-se centenas de contos de réis nos preparativos dos paços reais de Belém e de Vila Viçosa para receber os reais hóspedes e a sua numerosa comitiva, nas ornamentações das salas para os bailes, dos teatros para as récitas de gala, das tribunas para as festas da rua”, escreveu o jornalista, escritor e político Pinheiro Chagas na revista “O Ocidente”.

O rei Alfonso XII de Espanha, que passou oito anos no exílio mas conseguiu recuperar a coroa de sua mãe. Nesta foto, tem 27 anos de idade, tirou-a dois anos depois de visitar Portugal e um ano antes de morrer

O rei Alfonso XII de Espanha, que passou oito anos no exílio mas conseguiu recuperar a coroa de sua mãe. Nesta foto, tem 27 anos de idade, tirou-a dois anos depois de visitar Portugal e um ano antes de morrer

DR

Manuela teve azar, não se sabe em que altura da festa foi apanhada, mas a polícia deitou-lhe a mão. No interrogatório nada disse, porém passou a constar do registo dos criminosos do reino. Abriram-lhe um capítulo na “folha corrida” e internaram-na no Aljube. Cumpriu os oito dias da prisão preventiva e foi libertada, ainda a tempo da Semana Santa e das comemorações do centenário do Marquês de Pombal, previstas para maio, organizadas por estudantes e pela maçonaria e que a igreja católica tentaria contrariar.

Nesse mês de janeiro já se falava na grande homenagem pública ao primeiro-ministro do rei dom José. Os jornais começavam a trazer diariamente o nome das pessoas ou de instituições que anunciavam aderir à festa. Em Braga e Coimbra, “os reacionários assustados com estas manifestações agrupam-se para protestar contra elas, para ajustarem assim como puderem a conta em aberto com o grande ministro de d. José desde a expulsão dos jesuítas”, segundo o “Diário Ilustrado”.

No mapa das romarias, uma onde Manuela marcava sempre presença era na da Semana Santa em Lisboa. Se participou na do ano de 1882, viu na certa as confeitarias todas enfeitadas, cada uma tentando ganhar à outra. “Um luxo asiático! Espelhos, flores, luzes, caixas de música, mil objetos de adorno que atraem a vista para as grandes montanhas de amêndoas e lindas cartonagens que têm ao fundo dos seus estabelecimentos”, como publica a 6 de maio a cearense “Gazeta do Norte”, numa correspondência especial de Lisboa datada de 13 de abril.

Não deve ter perdido o passeio pelas confeitarias, já que estas registaram grande movimento de bolsos. A saída de doces aumentou em relação ao ano anterior; na quinta e na sexta-feira santa só a Baltresqui, ao Chiado, que daí a seis anos entrará em “Os Maias” de Eça de Queirós, vendeu mais de um conto e meio de réis — apesar de ser uma bela quantia, é metade daquela que o duque de Palmela ofereceu à famosa Sara Bernhardt para dar uma récita no seu palácio da rua da Escola Politécnica quando a atriz francesa, que recusaria, veio atuar em Lisboa e no Porto, logo a seguir ao período festivo desse ano de 1882.

O circuito das igrejas: assinalados no mapa estão os templos preferidos de Manuela para... roubar os crentes

O circuito das igrejas: assinalados no mapa estão os templos preferidos de Manuela para... roubar os crentes

João Roberto

Durante a semana de luto da igreja cristã, o “tempo manteve-se esplêndido”, segundo os jornais. A Manuela, destemida como era, deve ter andado sobretudo pelas igrejas para, como de hábito, roubar os crentes. Se se tratava de festa religiosa, os templos eram um ótimo alvo. Neste seu circuito incluíam-se as capelinhas de Santo António dos Capuchos, no extinto convento onde funcionava o Asilo de Mendicidade de Lisboa - que em 1928 virou hospital e ainda hoje cumpre essa função -, assim como a Basílica dos Mártires, no Chiado, destruída como grande parte da cidade pelo terramoto de 1755 e reconstruída 29 anos depois.

A Manuela gostava ainda de andar à cata pela igreja de São Julião, que serviu durante anos de armazém do Banco de Portugal e foi recuperada em 2012, e pela Igreja de S. Nicolau, igualmente na Baixa. Percorria também a das santas Justa e Rufina, mais conhecida por igreja de São Domingos, e a dedicada a Nossa Senhora da Encarnação, no Chiado. E, claro, não perdia uma ida à Sé.

As damas, trazendo as suas bolsas de prata para assistir à missa ou simplesmente para visitar o templo católico, raramente as levavam a prata de volta para casa depois de se cruzarem com aquela mulher cega de um olho, de lenço na cabeça e chinelos à moda de Coimbra, trajando saias curtas, casaco curto, xaile por cima, "com a naturalidade e a negligência da mulher das aldeias”. E quando alguma das vítimas se manifestava por senti-la demasiado próxima ou por ter levado um encontrão, Manuela argumentava que “a casa de Deus era casa de todos”, e algumas vezes lhe deram razão, deixando-a continuar a sua vida.

A primeira visita à capital não lhe correu bem. Talvez por isso não tenha voltado em abril - mas se esteve safou-se lindamente, já que não se deu conta dela. Provavelmente até frequentou uma certa taberna da travessa de S. Domingos, onde se costumava juntar “uma freguesia de menos escolhida sociedade”, como dizia o “Diário Ilustrado”, que logo clarificava tratar-se de “homens e mulheres de reputação duvidosa”. Pouco antes dessa Semana Santa, sabendo de queixas da vizinhança, o jornal fez um apelo ao comissário da polícia para acabar com aquele “foco de desmoralização”, onde se comia e bebia “até altas horas da noite no meio de uma vozearia e tumulto incríveis”.

Uma “santa mulher” que emprestava dinheiro a “juros módicos”

Manuela pode ter permanecido simplesmente na sua casa no bairro de Santa Clara, em Coimbra, onde passava por “pessoa de bem” mas costumava receber gente pouco recomendável que ali se hospedava para receber conselhos sobre furtos e roubos e os melhores locais para os fazer, ou para reunirem um bando e combinarem as atuações em conjunto, ou ainda para lhe pedir dinheiro a fim de suprimir alguma necessidade - é que Manuela, além dos seus habituais “negócios”, também emprestava dinheiro a “juros módicos”.

“Um gatuno contava uma vez, com lágrimas de enternecido reconhecimento, que aquela ‘santa mulher’ lhe emprestara sem juro… e sem fiador”, lê-se na “Galeria”, lembrando o autor que o juro baixo “não era já muito vulgar” nesses tempos em que a usura andava “tão desenfreada”. De facto, fazer empréstimos era um negócio a correr de vento em pompa, dentro e especialmente fora da lei. Foi até lançado um folheto de alerta contra estes agentes que exploravam incautos com seguros de vida, além de servirem de recetadores.

No que respeita à consultadoria, Maria Manuela Bouza praticava-a também por carta. Caso o “cliente” - ao que parece, a clientela era numerosa e de todo o país - não se pudesse deslocar a Coimbra, expunha-lhe por escrito as suas questões, isto é, se seria bom atacar nesta ou naquela festa e quando e onde se reuniriam se atuassem em conjunto.

Manuela roubava mas não fazia como outros que esbanjavam imediatamente o produto a que deitavam a mão. Ia guardando para o que desse e viesse e, de preferência, fazê-lo crescer. O facto de ter conseguido não ser apanhada durante alguns anos, devido ao seu ar de “aldeã simplória e insuspeita”, terá contribuído para a constituição do pé-de-meia que lhe permitia ir fazendo de banco para os “amigos”. Era, portanto, considerada uma “gatuna abonada” em contraste com os “gatunos indigentes”.

Maria Manuela deve ter andado muitas vezes por aqui, pelo convento de Santa Clara, em especial quando resolvia fazer de polícia para não deixar que os colegas larápios roubassem na sua terra

Maria Manuela deve ter andado muitas vezes por aqui, pelo convento de Santa Clara, em especial quando resolvia fazer de polícia para não deixar que os colegas larápios roubassem na sua terra

Rui Duarte Silva

Depois de perceber que era melhor evitar paragens em Lisboa, onde já lhe tinham tirado o retrato e começado a preencher o cadastro, Manuela dedicou-se por inteiro à província. Contudo, isso não significou ausência de problemas… A dada altura, foi apanhada pela polícia, ela e o seu namorado Soares, em Vila Verde, perto da Figueira da Foz, não muito longe de Coimbra.

Terá sido durante as festas religiosas da terra, numa daquelas vezes em que o Soares fazia de negociante de gado, chegando até a investir algum dinheiro para tornar tudo mais credível e a Manuela ir roubando à vontade. Normalmente, tinham êxito. Era um “jogo” que praticavam com alguma constância, daquela vez pode muito bem ter corrido mal…

Manuela e Soares, levados para a zona da prisão preventiva, estavam furiosos pela “leviandade com que a autoridade local se atrevia a vexar, com as suas suspeições, gentes de probidade…” E, provavelmente, tê-la-iam convencido se não se tivesse dado a coincidência de aparecer um agente lisboeta em busca de informações sobre um ladrão que se evadira da cadeia do Limoeiro. Ele conhecia bem o fugitivo, sabia dos seus gostos e preferências, por isso seguiu-lhe o rasto até à freguesia do concelho da Figueira da Foz, a qual está por agora a comemorar 225 anos de existência.

O polícia foi espreitar os detidos para ver se encontrava o seu homem. Ao aperceber-se de quem se tratava, o casal acalmou o génio reclamador, tentando passar despercebido entre os outros presos. “Mas o chefe, que tinha lume no olho e uma memória à prova de todos os disfarces possíveis, foi prevenindo caridosamente o administrador do concelho dos méritos e virtudes que ilustravam os dois personagens”, conta-se na “Galeria”, sem revelar como tudo acabou. Todavia, dado o seu historial, mesmo que Manuela tivesse sofrido alguma pena não terá sido pesada.

CINCO ANOS DE DEGREDO NÃO LHE SERVIRAM DE LIÇÃO

Bem mais grave foi quando a prenderam na zona de Aveiro e sofreu uma sentença de cinco anos de degredo em África. Ao que parece, nem sequer fizera nada de especial, foi mais pela reincidência. Em 1885, Maria Manuela partiu para Angola, possessão portuguesa para onde eram enviados no último quartel do século XIX 275 condenados por ano, em média, pelos mais diversos crimes, mais do dobro do que se verificara no início do século.

“Além da punição de criminosos, de outros marginais e de quantos se opunham ao regime político, o degredo tinha também a função de intensificar o povoamento branco das colónias”, explica a historiadora angolana Anabela Cunha, em “O degredo para Angola na segunda metade do século XIX”.

Quando regressou, em 1890, Manuela pouco gozou da liberdade alcançada. Novamente em Lisboa, deixa-se prender depois de ter efetuado uma série de furtos. Cumpre uns tempos de cadeia e volta a Coimbra, de onde se desloca a Lamego, em 1894, numa das suas incursões com novo namorado. A sua “turné artística” valeu-lhe, mais uma vez, ir bater com os costados na cadeia, desta feita no Porto.

Em abril de 1896, está na rua. Mas mudou de ramo e já não mora em Coimbra. Perde-se-lhe o rasto… até 1913, quando António Augusto Esteves Mendes Correia edita “Os criminosos Portugueses” e lhe dedica umas linhas no capítulo dos estrangeiros que adquiriram “saliente evidência” na criminalidade em Portugal.

“Maria Manuela é de uma grande astúcia. O último crime que lhe imputaram foi o de passagem de moeda falsa. Nega esse crime e todos os que já por tantas outras vezes a têm levado à cadeia. Chora com facilidade. Está velha. Tem uma filha, modista, a cuja probidade faz grande reclamo”, dizia o médico e antropologista criminal, nascido seis anos depois de Maria Manuela ser presa pela primeira vez em Lisboa.

"Se por cada gatunice cometida tivesse que pagar um tributo somente de oito dias de cadeia, a ladra tinha que viver mais que o Matusalém (personagem bíblica que teria vivido quase mil anos) para liquidar as suas contas com a justiça”, afirma-se na “Galeria dos Criminosos Célebres”, que termina o artigo sobre a Manuela escrevendo “cuidado com ela!”.

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