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Na sombra e aqui tão perto. Não perca o eclipse total da Super Lua

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GUILLAUME SOUVANT / Getty Images

Não acontecia há mais de 30 anos. Na madrugada de domingo para segunda-feira irá verificar-se um duplo fenómeno, que só poderá voltar a ser visto em 2033: uma Super Lua em simultâneo com um eclipse total

O eclipse lunar não é um fenómeno raro. Mas a conjugação de um eclipse total (que irá deixar a lua completamente na sombra) e de uma Super Lua (que ocorre quando a lua cheia ou nova se encontra mais próxima da Terra) é um acontecimento que não pode ser visto muitas vezes na vida: não ocorria desde 1982, voltará apenas a repetir-se em 2033 (e no século XX registaram-se apenas cinco).

Na madrugada de domingo para segunda-feira o satélite natural da Terra encontrará o seu ponto mais próximo do nosso planeta, situando-se apenas a 356.877 quilómetros - e numa altura em que, por coincidência, a fase lunar será de lua cheia. Desta forma, a lua parecerá 14% maior e ficará 30% mais brilhante que a lua cheia normal, registando-se uma Super Lua.

A lua estará na penumbra da Terra à 1h10 e a partir daí irá escurecer, ficando acinzentada, até às 2h07, quando entrará na sombra da Terra, adquirindo tons acastanhados e avermelhados. Finalmente, às 2h46 a lua entrará no perigeu da sua órbitra (ou seja, no ponto mais próximo da Terra) e às 3h50 ficará em lua cheia, segundo informações disponibilizadas no Observatório Astronómico de Lisboa. Às 6h24 será o fim do eclipse.

O eclipse total da Super Lua poderá ser visto com o mesmo aspeto em todos os pontos da Terra que tenham a lua acima do horizonte. Portugal, Europa Ocidental, África Ocidental, América do Sul e Central e leste da América do Norte serão as regiões onde vai poder ser observado.

Enquanto uns têm a oportunidade de se maravilhar com este fenómeno, para a NASA constitui um motivo de preocupação e atenção redobrada. Os cientistas têm receio que a falta de luz solar deixe sem energia a Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), uma das naves mais importantes, com o objetivo de monitorizar o nosso satélite natural. No entanto, garantem que sabem o que fazer: “A nossa previsão é que tudo irá decorrer dentro da normalidade. Estamos preparados para enfrentar o eclipse. Vamos garantir que a nave saia do eclipse em boa forma.”