Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

26 cursos superiores ficaram sem alunos

  • 333

Engenharias dominam as licenciaturas que não tiveram qualquer procura no final das duas fases de acesso ao ensino superior

Em 26 cursos disponibilizados pelas universidades e institutos politécnicos públicos não foi colocado nenhum aluno, no conjunto das duas fases de acesso ao ensino superior.

As engenharias são a área com menos procura, com 20 licenciaturas a ficarem com zero estudantes, das quais nove em Engenharia Civil, o curso com pior reputação entre os alunos, a julgar pelos dados da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES).

No total, 18.250 estudantes tinham concorrido à segunda fase de acesso, cujos resultados foram divulgados na madrugada desta quinta-feira, disputando uma das 13.387 vagas que estavam ainda a concurso. Mas só metade dos candidatos (51%) conseguiram entrar.

Assim, mais 9410 estudantes tiveram colocação, juntando-se aos cerca de 42 mil "caloiros" que entraram na primeira fase.

Ainda não é possível, no entanto, saber o número exato de novos alunos que vão entrar este ano para as universidades e institutos politécnicos públicos, uma vez que falta confirmar, entre hoje e a próxima segunda-feira, o número de matrículas e inscrições dos que foram agora colocados. No final da 1ª fase, por exemplo, quase dois mil acabaram por não se inscrever, apesar de terem entrado.

Por essa razão, mesmo os cursos mais concorridos como Medicina, que esgotam todas as vagas disponíveis logo na primeira fase, acabaram por ficar com lugares livres, que assim sobraram para a segunda fase. Deste modo, 28 alunos tiveram a sua sorte, conseguindo entrar para um dos sete cursos de Medicina.

Após as duas fases de acesso ao ensino superior, 5836 vagas ficaram por preencher, a grande maioria em institutos politécnicos. As instituições podem ainda abrir uma terceira fase. As últimas vagas a concurso serão conhecidas a 1 de outubro.

A 1ª fase de acesso registou uma subida muito significativa (11%) de colocações em universidades e politécnicos públicos face ao ano passado, com as entradas a superar as 42 mil. É preciso recuar até 2011 para encontrar um valor semelhante.