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Tigre que matou tratadora de zoo na Nova Zelândia não será abatido

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Os tigres-de-sumatra fazem parte da lista de espécies ameaçadas, estimando-se que apenas restem 500 em estado selvagem

JOHN MACDOUGALL / AFP / Getty Images

Administração do jardim zoológico de Hamilton descreve a morte da tratadora como uma tragédia, mas diz que não havia nada a ganhar em matar o tigre-de-sumatra, que agiu "de acordo com os seus instintos naturais”

O tigre que matou a tratadora num jardim zoológico na Nova Zelândia não será abatido, porque o ataque esteve “de acordo com os seus instintos naturais”, informou hoje a administração do zoo.

A tratadora Samantha Kudewah morreu este domingo quando o animal, um tigre-de-sumatra chamado Oz, a atacou no zoo de Hamilton, a sul de Auckland.

O Conselho de Hamilton, que gere o jardim zoológico, descreve a morte de Kudewah como uma tragédia mas diz que não havia nada a ganhar em matar o tigre.

“Apesar de haver um risco inerente aos funcionários do zoo que lidam com grandes gatos como Oz, não há um risco superior, não há razão para o abatermos”, sustenta o gerente comunitário do conselho, Lance Vervoort, em comunicado.

“A decisão é nossa. O Oz é um animal significativo para a sua espécie. É pai de duas crias e é vital para o programa de reprodução para conservar esta espécie rara. A opinião maioritária dos profissionais do zoo é a de que o ataque de Oz a Samantha esteve de acordo com os seus instintos naturais”, afirma o mesmo responsável.

Os tigres-de-sumatra fazem parte da lista de espécies ameaçadas, estimando-se que apenas restem 500 em estado selvagem.