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O veneno era para as baratas, mas foi parar ao marido

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Retrato robô de Virgínia Augusta da Silva concebido a partir de descrições de quem a conheceu e de um antigo retrato

João Roberto

“Eu só sei que sou uma desgraçada como sempre fui”, dirá Virgínia Augusta à polícia. Tinha 37 anos quando foi condenada por mandar um cunhado envenenar o marido, cuja existência lhe empatava o futuro. Este é o quinto caso da série “Crime à Segunda”, que o Expresso está a publicar sobre criminosas portuguesas

Anabela Natário

Anabela Natário

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Jornalista

João Roberto

João Roberto

Grafismo

Motion designer

Mal o cunhado partiu de Lisboa, ela arrependeu-se. Se pudesse voar, voaria para o impedir de concretizar o plano, disse Virgínia Augusta da Silva ao tribunal que, em 1897, a condenou a oito anos de prisão e 20 de degredo. Parecia sincera. Esta mulher de 36 anos deixara-se entusiasmar com o modo mais prático de se desfazer do marido e voltar a casar.

Não é época de SMS, não há mensagens instantâneas ou telemóveis, mesmo a rede de telefone fixo só fora inaugurada há oito anos e limitava-se à capital. Joaquim Rodrigues da Costa seguiu, portanto, a sua viagem de comboio para São Pedro do Sul, onde, ao chegar, a primeira coisa que fez foi procurar o marido de Virgínia, determinado que estava a cumprir a sua parte.

Virgínia prometera pagar ao cunhado, se este lhe matasse o marido sem levantar suspeitas, as muitas dívidas por ele contraídas, além de uma mensalidade que começaria a dar-lhe assim que casasse com o comerciante rico da rua dos Fanqueiros, com quem se amancebara há uns sete anos, em Lisboa, e cujo nome é poupado nos relatos dos investigadores.

Local do crime e outros a este ligado

Local do crime e outros a este ligado

João Bento Júnior, o marido, não se encontrava na terra onde casara com Virgínia já grávida do filho de ambos; fora trabalhar para uma quinta de Oliveira de Frades, a poucos quilómetros de São Pedro do Sul e também não muito longe de S. João de Lourosa, freguesia de Viseu, morada de Rodrigues da Costa e da irmã e sobrinhos de Virgínia.

Com a garrafa cheia de vinho e veneno, o cunhado Joaquim foi na peugada de João Bento. Quando, no dia 14 de fevereiro de 1896, o encontrou, ao que parece na povoação de Moçâmedes, concelho de Vouzela, endrominou-o dizendo-lhe que o filho, na altura com 18 anos, adoecera subitamente e desejava muito ver o pai. Nesse instante, puseram-se os dois a caminho de São Pedro do Sul, a pé, como era de hábito por estes tempos de escassos transportes.

E o frio da morte começou a circular-lhe pelas veias…

Talvez ao fim de uma hora, a meio de caminho, Joaquim ouviu o que queria, João Bento estava com sede. E logo lhe ofereceu a beber do seu vinho. O marido de Virgínia agarrou na garrafa, sem desconfiar do ainda cunhado e padrinho do filho, e deu uns valentes goles. “Poucos minutos depois, o frio da morte começava a circular-lhe pelas veias. Caiu por terra e, em meio de horríveis aflições, exalou o último suspiro”, conta Luiz da Silva num artigo publicado no ano seguinte, na coleção “Galeria dos Criminosos Célebres em Portugal”.

No dia 15 de fevereiro, uns campónios (como consta dos registos, no sentido de camponeses) encontraram o corpo de João Bento na estrada que liga Moçâmedes a São Pedro do Sul, sede de concelho no vale de Lafões, que seria elevada a cidade em 2009. No rosto viam-se sinais de uma morte de agonia: olhos espantados e boca aberta, ligeiramente descaída para a esquerda. A notícia correu de boca em boca, ainda as autoridades não tinham chegado já havia uma multidão à volta do cadáver.

Dois dias antes, na noite de 13 de fevereiro, depois de o cunhado Joaquim apanhar o comboio, Virgínia teve um rebate de consciência. A própria contará que ainda pensou enviar um telegrama para travar o assassínio, mas… como era a mesma que encomendara o veneno para resolver a questão a contento de todos, teve receio de que esse papel de registo da Telegrafia Sem Fios a “desgraçasse”, a si e ao marido da irmã.

E foi dormir. Durante dez dias fez a sua vida costumeira, vindo-lhe o tormento apenas das suas maleitas. Apenas será uma palavra parca dada a dimensão do sofrimento. Virgínia Augusta sofria de sífilis, está condenada à série de problemas de saúde provocada por esta bactéria desconhecida à data. Nesta altura, ainda faltam 32 anos para Alexander Fleming descobrir a penicilina, tratamento eficaz para esta doença sexualmente transmissível e responsável, durante séculos, pela morte de milhares de pobres e ricos.

Fora contagiada pelo mancebo com quem se juntou em Lisboa, fugida da terra onde abandonara o marido e o filho de 11 meses, contava ela 19 ou 20 anos. “A rapariga refugiou-se em Lisboa, afirmando a todos que deixara o marido, em consequência de ser maltratada. Esta afirmativa teria base? Inventaria Virgínia este estratagema para que a considerassem como vítima, e não como uma mulher leviana que sem motivos foge de casa a fim de satisfazer as suas paixões libidinosas? Eis o que sempre ficou envolvido em mistério”, escreve Luiz da Silva.

Planta de Lisboa com as ruas onde se passa este caso

Planta de Lisboa com as ruas onde se passa este caso

O seu sofrimento atacara-a gradualmente, ao longo de uma década, e muito dinheiro lhe terá sugado, já que os cuidados médicos eram serviços privados - só em 1978 seria concedido a todos os cidadãos o acesso aos Serviços Médico-Sociais, independentemente das suas contribuições para o Estado, o que marca o início do Serviço Nacional de Saúde em Portugal.

Mas não era só a sífilis que a consumia, também sofria de uma inflamação geral do couro cabeludo, de uma metrite crónica, de uma hérnia inguinal, de má nutrição, de uma provável depressão… Os seus dentes eram todos postiços, o seu cabelo tinha peladas disfarçadas, o seu olho esquerdo pouco via, devido a uma conjuntivite granulosa que nem “um distinto oculista de Lisboa” conseguiu travar a tempo. Talvez por tudo isto, o mesmo jovem com quem viveu cerca de sete anos lhe tenha sugerido que se prostituísse para aumentar os rendimentos.

Ora, ao indivíduo que recebia a maior parte dos lucros da casa de hóspedes que exploravam em conjunto, na rua dos Fanqueiros, não lhe chegava todo o trabalho que ela despendia. Todavia, não procuraria “a vida dissoluta… para a sustentar mais fartamente” como lhe propusera o amante “desgostando-a profundamente”, segundo contará mais tarde à polícia quando esta a prender dez dias depois do crime.

Virgínia Augusta tratava de tudo: da casa, dos seus ocupantes, das roupas… Até que um casal “pouco escrupuloso” ali se hospedou, coincidindo a sua presença com a ausência de certos objetos e outros valores. Mas só houve certezas passado algum tempo, quando aqueles dois foram apanhados com a boca na botija, ou seja, com as malas cheias de roubo. O prejuízo, segundo Virgínia, cifrou-se em 500 mil réis, valor com o qual se poderia construir um metro de túnel, conforme o primeiro projeto para um metropolitano em Lisboa, entre Santa Apolónia e Algés, apresentando por esta altura, em 1885, pelos engenheiros Costa Lima e Benjamim Cabral.

O COMERCIANTE RICO E A VINGANÇA DA HÓSPEDE GATUNA

“Defronte da sua casa havia um comerciante que passava por ser um homem sisudo, e quem, encostado à porta, levava às vezes a olhar largo tempo para a casa de Virgínia. A sua hóspede aproveitou-se deste incidente para engendrar um meio de lançar entre os mancebos a desarmonia, e com ela poder levar com segurança a sua mala mais cheia de objetos roubados. Nesse intuito, principiou a chamar a atenção de Virgínia para o comerciante, dizendo-lhe ‘que ele lhe desejava falar e fazer a sua felicidade, se ela o atendesse’”, explica Francisco Ferraz de Macedo na mesma “Galeria de Criminosos Célebres”.

Para o médico, antropologista e investigador de criminologia, que ouviu a própria contar a sua história, o que é certo é que “o cérebro patológico de Virgínia cedeu às sugestões daquela alcaiota, embora casada (que tantas há!); e portanto escreveu uma carta ao comerciante”, o qual era mais velho, detentor de uma boa fortuna e não se coibiu de trocar extensa correspondência com a vizinha da frente.

Ao que parece, a união e a casa de hóspedes desfizeram-se graças à vingança da gatuna, que terá mostrado ao homem da Virgínia uma das cartas do dito comerciante. O rapaz pô-la fora e leiloou a pensão, partindo de vez para o estrangeiro, talvez para o Brasil, que, na altura, era país para onde emigravam muitos portugueses, facto que se comprova pelos pedidos de passaporte nos registos oficiais.

Tudo, porém, se resolveu pela mão do comerciante mais velho e rico que não lhe poupava galanteios. Este convidou-a para ir morar com ele. Em troca de esta lhe governar a casa, ele suportaria todos os seus gastos. Virgínia não podia querer melhor, aliás, era mesmo isso que desejava. Nunca se sentira muito diferente das mulheres que via bem arranjadas, a passear pelas ruas, nas carruagens, a ir ao teatro…

UMA VERDADE ESCONDIDA QUE SE TORNA UM CONTRATEMPO

Quando a vida lhe corria melhor, a um passo de se casar com um homem que a tratava bem, Virgínia sofreu um grande desgosto. A pedido do seu companheiro, foi a Viseu solicitar uma certidão de nascimento e com grande mágoa descobriu, no dia 20 de maio de 1895, ser uma criança enjeitada por quem a gerou. Fora exposta na Roda no dia 25 de fevereiro de 1860.

A exposição na Roda assumiu “proporções inquietantes” no século XIX, “tornando-se um verdadeiro drama social”, segundo o boletim informativo do arquivo distrital de Viseu. Virgínia era apenas mais um caso, mais uma criança de pais incógnitos posta na janela que rodava no Hospital de Viseu e de onde a rodadeira retirava os bebés ali depositados, um sistema que fomentava o abandono de recém-nascidos, como o provou o estudo de uma comissão que levou à “abolição do abandono anónimo infantil e, com ele, as rodas”, em 1867, apenas sete anos depois do nascimento de Virgínia.

Afinal, quem a criara não era nem sua mãe nem seu pai verdadeiros... Todavia, o casal que a adotou tê-la-á tratado do mesmo modo que aos filhos biológicos e quando Virgínia, com 17 anos, apareceu grávida, fez o que era uso e costume para minorar a desonra da própria e das famílias envolvidas: obrigou os dois jovens a casar, muito embora nenhum deles estivesse de acordo em unir-se na ocasião, quanto mais para o resto da vida.

Virgínia Augusta da Silva e João Bento Júnior casaram e tiveram o filho. Mas a vida em comum tivera um mau princípio - diz o povo que o que nasce torto tarde ou nunca se endireita. Ele nada tinha de meigo, possuía até um "temperamento excessivamente genital", facto "oposto à compleição física" dela, como refere Ferraz de Macedo. E a gota de água foi um pontapé no “hipogástrio esquerdo, pouco mais ou menos pela região ovariana e anel inguinal”, que deu origem a uma hérnia.

Depois desse pontapé no ventre, que não terá sido o primeiro, Virgínia deixou a casa do marido e fugiu para Lisboa com a ideia frustrada de ser ama-de-leite. Isso aconteceu por volta de 1879. Volvidos 16 anos, o fantasma do passado atacou-a. Durante essa temporada, pouco estivera com o marido, mesmo nas escassas visitas que fizera à terra para ver o filho, a quem mandava todos os anos um fato novo. E evitava as conversas, como da última vez, em 1895, quando João Bento lhe pediu que voltasse para casa…

Notícia da prisão de Virgínia Augusta da Silva e do droguista Leopoldo Simões por envolvimento no assassínio de João Bento Júnior. ("Diário Ilustrado" de 25 de fevereiro de 1896)

Notícia da prisão de Virgínia Augusta da Silva e do droguista Leopoldo Simões por envolvimento no assassínio de João Bento Júnior. ("Diário Ilustrado" de 25 de fevereiro de 1896)

DR

“Eu, que procurei fazer sempre o mesmo bem aos outros que desejava para mim: custa-me ainda agora mesmo a acreditar como pude dar um veneno para matar o meu marido, esse homem de que eu só procurei fugir para não ser maltratada, porém, a quem jamais procurei fazer mal de qualidade alguma!?”, desabafou no Governo Civil, perante o chefe Ferreira e os médicos José Joyce e Ferraz de Macedo.

Primeiro, a polícia prendeu Joaquim Rodrigues da Costa. Foi logo no dia seguinte à descoberta do cadáver. Souberam que aquele andara com o outro por Moçâmedes e trataram de o ir buscar a casa. Quando foi interrogado pelo administrador do concelho de São Pedro do Sul, o homem começou por meter os pés pelas mãos mas acabou por contar tudo, rematando o relato do assassínio dizendo que fizera o que fizera a mando da sua cunhada Virgínia.

João Homem, que, como administrador, ordenara a análise das vísceras, já que duvidara do aspeto do corpo e da certidão de óbito que sustentava uma congestão cerebral. Pediu então ao juiz de instrução de Lisboa que ouvisse a cunhada de Rodrigues da Costa, de quem pensava ter escutado mentiras no que respeitava a Virgínia. No entanto…

“Chego a nem saber mesmo explicar o que se passa em mim”

A primeira vez que foi chamada, não compareceu, foi o comerciante por si dizer que ela se encontrava doente. No dia 24 de fevereiro, a polícia foi buscá-la à cama. “Às primeiras perguntas nada declarou, Negou tudo. Porém: água mole em pedra dura, tanto dá até que fura… e o sr. chefe Ferreira, depois de empregar a dialética mais convincente, obteve uma confissão completa”, refere o articulista Luiz da Silva. De facto, Virgínia Augusta da Silva expôs toda a sua vida, bem como os detalhes do plano que elaborou com a cumplicidade do cunhado e do droguista Simões.

A sua impressão de Ferraz de Macedo foi de que se tratou de uma "sincera narrativa". Virgínia "mostrava fisiologicamente a veracidade do seu dizer e do seu sentir; porque, ora derramava copiosas lágrimas, ora as suspendia para se indignar contra si própria, ora tornava a repetir o choro provocado pelas dores físicas que a atormentavam, para seguidamente concertar o semblante e mostrá-lo prazenteiro quase até ao riso, de onde volvia ato contínuo ao lamento…”

“Quando me lembram, ou em mim recordo esse ato, chego a desconfiar da minha própria integridade normal, sem poder atinar com a razão que me arrastou a tal procedimento!.. E então, tal qual como estou sentindo neste momento, fico com a cabeça atordoada, como que a andar à roda, como que vazia, pareço-me despegada da terra a balouçar noutro mundo… chego a nem saber mesmo explicar o que se passa em mim: nem sei se tenho vontade de chorar, se de rir, se de gritar, se de me esconder, se de fugir, se de me matar… enfim, não sei o que tenho, o que quero, o que sinto, o que penso, porque é inexplicável!…”

Mas Virgínia explicou que pedira o veneno a um droguista seu amigo, o Leopoldo Simões, que se estabelecera na Travessa Nova de São Domingos com a ajuda do comerciante com quem vivia Virgínia. Foram, então, buscar o Simões, que também entrou em contradições quanto ao seu desconhecimento do destino do veneno que fabricou.

O DROGUISTA SABIA QUE O VENENO PARA AS BARATAS DESTINAVA-SE AO MARIDO

Simões terá sabido da intenção de Virgínia e Joaquim quando esta lhe pediu 18 mil réis em troca de um cordão de ouro, pois não queria pedir dinheiro “a quem ele sabia”. Queria dar 15 mil ao cunhado para “ajudar o bom homem pouco feliz nos negócios”… e, como se fosse a propósito, pediu-lhe um veneno para matar baratas. “Pode crer que é uma epidemia e eu tenho medo de tão nojentos bichos”, assim ter-se-á justificado segundo o amigo.

Leopoldo, que parecia nutrir por Virgínia algum sentimento, satisfez-lhe o pedido e ao chefe Ferreira admitirá, num murmúrio, que sabia perfeitamente qual o fim do preparado de dez gramas de arsénio e sal de azedas, e uma pitada de pedra-pomes para disfarçar o veneno. Admitiu, sem negar que dissera que “dessem uma colher das de sopa daquele líquido, mas perto de um lugar onde houvesse água para a morte ser rápida”.

“É possível que Virgínia Augusta da Silva tenha exagerado a sua sensibilidade e o seu arrependimento, no intuito de atenuar o seu crime, ao ser interrogada pelo chefe Ferreira, e que, independente do seu precário estado de saúde, preparado uma atitude, de molde a inspirar comiseração aos seus julgadores”, sustenta o médico para quem “o vírus sifilítico foi a faísca incendiária daquele organismo mórbido ou anormal” (a bactéria só será identificada em 1905).

Se Virgínia exagerou ou foi sincera de nada lhe valeu o que disse em São Pedro do Sul, para onde foi enviada na noite de 27 de fevereiro de 1896, de comboio, juntamente com Leopoldo. No ano seguinte, a 24 de fevereiro, os dois e Joaquim foram julgados e condenados. O droguista conseguiu safar-se com uma pena mínima, de 18 meses de prisão e dois de multa a 500 réis por dia; os cunhados levaram oito anos de prisão celular e 20 anos de degredo ou 28 anos de degredo com oito anos na cadeia no lugar a determinar, provavelmente numa possessão portuguesa em África.

“Morte de uma envenenadora”, noticia o jornal "O Século" no dia 23 de junho de 1897

“Morte de uma envenenadora”, noticia o jornal "O Século" no dia 23 de junho de 1897

DR

A 23 de junho desse ano de 1897, com o título de “Morte de uma envenenadora”, o “Século” dava a notícia com origem em S. Pedro do Sul: “Faleceu esta madrugada na cadeia daqui a presa Virgínia Augusta da Silva, condenada por envenenadora do marido. Morreu serenamente, tendo sido sacramentada. Foi geralmente lamentada a sua desgraça pois seu comportamento na prisão destoava do crime por que fora condenada”.

Só o último período destoava do telegrama enviado aos jornais, no qual se lia: “Apesar de ser uma infame criminosa, o seu comportamento na prisão destoava por tal forma do nefando crime por que fora condenada que houve muita gente que teve pena da desgraçada, principalmente o pessoal da cadeia que mais convivia com ela”.

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