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Mestrado em Gestão da Nova sobe para o 31º lugar dos melhores do mundo

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Ranking do Financial Times inclui ainda na lista o mestrado em Gestão da Católica, em 59º lugar. Internacionalização e empregabilidade são dois dos pontos fortes destes cursos

O mestrado em Gestão da Nova School of Business and Economics (Nova SBE) continua a subir posições no ranking mundial elaborado pelo Financial Times (FT) relativo a estes cursos e coloca-se este ano na 31ª posição. Em 2014, tinha ficado em 48º.

A evolução merece mesmo o destaque da publicação inglesa. Num artigo de antecipação da divulgação das listas, a publicação inglesa destaca o facto de “nove escolas terem subido mais de oito lugares no ranking e de uma ter dado um salto de 17 lugares, o maior de todos”.

Já a Católica Lisbon School of Business and Economics, que há cinco anos figura neste ranking dos mestrados pré-experiência, assegura a sua continuação entre as melhores, mas caiu algumas posições: de 49º para 59º, numa lista que ordena 80 programas – mais 10 do que em 2014.

Além do International Masters in Management, a NOVA SBE oferece ainda o CEMS MIM (Master in International Management), um mestrado orientado para carreiras internacionais, promovido por uma rede de 29 escolas – uma por país e na qual está integrada. O curso tem subido de lugar e este ano chegou à 4ª posição.

A competição é cada vez mais feroz e é com alguma expectativa que as instituições aguardam os resultados dos rankings relativos à formação oferecida nas melhores escolas de gestão do mundo que o FT vai publicando. É que a posição alcançada tem uma influência significativa na atracção de alunos estrangeiros, que usam estas tabelas como uma das referências, reconhecem os directores.

Este ano entraram oito programas novos, um de uma escola chinesa e outro de uma indiana (o Indian Institute of Management de Bangalore entrou diretamente para o 26º lugar), reforçando a presença asiática na lista.

Candidatos estrangeiros em maioria

É neste cenário de competição global que as escolas portuguesas tentam ganhar prestígio internacional. E uma das formas de o fazer é recrutando cada vez mais alunos estrangeiros. Este ano, a Nova SBE registou um novo recorde: entre os 2200 candidatos ao mestrado em Gestão, mais de metade eram estudantes de fora.

Alemães e italianos estão em maioria, mas houve também um aumento de franceses, entre mais de 80 países diferentes, sublinha Daniel Traça director da Nova SBE.

“Atraímos um número cada vez maior de estudantes internacionais e proporcionamos o desenvolvimento de carreiras em qualquer lugar do mundo. Esta abertura ao exterior que está no ADN da escola permite aos nossos alunos viverem uma experiência multicultural muito rica, conquistarem salários muito acima da média nacional e estarem a trabalhar depois de terminarem a sua formação”, refere Daniel Traça.

Entre os vários indicadores ponderados pelo FT para este ranking, a Nova conquista o 12º lugar no mundo no capítulo da experiência internacional proporcionada aos estudantes.

Em relação aos salários, ainda que estejam acima da média nacional e que muitos dos mestrandos acabem por ir trabalhar para o estrangeiro, as escolas portuguesas têm, no entanto, dificuldade em competir com instituições localizadas em países onde as remunerações são bem mais altas, como Suíça, Alemanha ou Reino Unido.

E é também por isso que a atração de alunos estrangeiros é fundamental. "As escolas de gestão têm de ter um programa completamente internacional para conseguir competir neste mercado", reconhece Francisco Veloso, director da Católica-Lisbon.

Alta empregabilidade

Apesar de a escola da Católica ter caído algumas posições, Francisco Veloso afirma não estar surpreendido - "há programas novos a entrar e reformulações de outros que estão a causar alguma turbulência nestes rankings" - e acredita que as mudanças que estão a ser feitas na Católica vão ter resultados já no próximo ano.

"Estas listas são um reflexo de um nível de internacionalização inferior ao que já temos agora. E com o salto qualitativo que estamos a assegurar estamos muito confiantes de que, já no próximo ano, iremos subir vários lugares", antecipa.

No caso da Católica, o destaque vai para as taxas de empregabilidade: três meses após a conclusão do mestrado em Gestão, 98% dos alunos estão colocados no mercado de trabalho, colocando-o entre os 10 melhores do mundo ao nível da inserção profissional.

Os três primeiros lugares do ranking do FT para os mestrados de Gestão mantêm-se em relação a 2014, com a escola de St Gallen (Suíça) a segurar a liderança, seguida da HEC Paris e da também francesa ESSEC Business School.