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Portugal vai acolher a partir de outubro 3.074 refugiados

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YANNIS BEHRAKIS / Reuters

Portugal vai acolher 400 refugiados que se encontram atualmente em Itália, mais 1.291 que estão na Grécia e 1.383 que chegaram à Hungria. Os primeiros devem chegar já em outubro

Portugal vai receber 3.074 refugiados, segundo a recolocação de mais 120 mil pessoas por todos os Estados-membros anunciada esta quarta-feira pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

Segundo os números divulgados, Portugal vai acolher 400 refugiados que se encontram atualmente em Itália, mais 1.291 que estão na Grécia e 1.383 que chegaram à Hungria.

Entretanto, a ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, já disse que os primeiros refugiados podem começar a ser acolhidos em Portugal em outubro.

"Ainda não há dados concretos relativamente a esse aspeto, mas eventualmente pode-se adiantar outubro como uma possibilidade, mas essa é uma situação em permanente evolução", afirmou, em declarações aos jornalistas.

Falando em Amarante, à margem da cerimónia de lançamento das novas instalações do Destacamento Territorial da GNR naquela cidade, a ministra afirmou: "Esse é um tema que estamos a acompanhar com toda a atenção e a trabalhar, não só a nível técnico, como também na preparação da participação do Estado português no próximo Conselho de Justiça e Assuntos Internos que vai ter lugar na segunda-feira".

Recordando que o Estado português mostrou, desde a primeira hora, a sua disponibilidade para "receber e acolher os refugiados que carecem de proteção nacional", a ministra assinalou haver já um grupo de trabalho que está "a preparar todo o dispositivo que, no terreno, vai criar as melhores condições".

"É um trabalho que envolve não só as instituições do Estado, como também instituições particulares de solidariedade, câmaras municipais e toda a sociedade civil que tem demonstrado estar aberta a responder a esta necessidade humanitária", concluiu Anabela Rodrigues.

"Urgente e obrigatório"

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, propôs hoje, em Estrasburgo, a distribuição pelos Estados-membros de mais 120 mil refugiados que estão na Itália, Grécia e Hungria, com caráter urgente e obrigatório.

"Proponho hoje a recolocação de mais 120 mil pessoas que estão na Itália, Grécia e Hungria e isto tem que ser feito de modo vinculativo", disse Juncker, no discurso do estado da União Europeia (UE).

"São 160 mil pessoas que os europeus devem receber de braços abertos", salientou, lembrando que, em maio, Bruxelas já tinha proposto a distribuição entre os vários Estados-membros de 40 mil refugiados.

Nessa proposta de maio, a estimativa era de Portugal receber 1.701 pessoas.

A lista para a recolocação dos refugiados é liderada pela Alemanha como o país que mais refugiados receberá (31.443), seguindo-se a França (24.031) e a Espanha (14.931).

Entre os Estados-membros que menos pessoas receberão estão Malta (133), Chipre (274) e Estónia (373).

Os métodos de cálculo sugeridos por Bruxelas têm em conta a população, o Produto Interno Bruto, o número de refugiados já recebidos nos quatros anos anteriores e o desemprego.