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No dia em que taxistas bateram em taxistas, Uber passa a líder na loja da Apple

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Taxistas saíram à rua em protesto contra a Uber, mas alguns dos que se manifestaram envolveram-se em confrontos físicos com alguns que decidiram trabalhar

A aplicação da Uber chegou esta terça-feira de tarde à liderança do top português das aplicações gratuitas da Appstore da Apple. Ao início do dia, a liderança pertencia ao serviço de mensagens WhatsApp - e a Uber estava algumas posições atrás.

Esta subida da Uber para a liderança da loja do iPhone e o iPad ganha particular relevância porque surge num dia marcado por manifestações da taxistas em três cidades - Porto, Lisboa e Faro - precisamente contra a Uber. O protesto ficou marcado por episódios de violência em Lisboa, cidade onde alguns taxistas que se manifestavam envolveram-se em confrontos físicos com outros que decidiram trabalhar.

Manifestação dos taxistas contra o serviço da Uber gera conflitos entre taxistas que estão a trabalhar e os que se estão a manifestar
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Manifestação dos taxistas contra o serviço da Uber gera conflitos entre taxistas que estão a trabalhar e os que se estão a manifestar

João Porfírio / Lusa

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João Porfírio / Lusa

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João Porfírio / Lusa

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João Porfírio / Lusa

Um taxista atira um ovo a um colega que se encontra a trabalhar durante a manifestação de convocada pela ANTRAL
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Um taxista atira um ovo a um colega que se encontra a trabalhar durante a manifestação de convocada pela ANTRAL

Mário Cruz / Lusa

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Mário Cruz / Lusa

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Mário Cruz / Lusa

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Mário Cruz / Lusa

A manifestação dos taxistas envolveu uma marcha lenta nas três cidades - Porto, Lisboa e Faro -, provocando o caos no trânsito. Na capital, onde participaram cerca de 400 taxistas, foram mesmo registados episódios de violência, com agressões e alguns condutores de táxis a atirarem ovos aos colegas que não se juntaram à manifestação.

No Instituto da Mobilidade e Transportes (IMT), um fotojornalista da Lusa também foi agredido quando captava imagens dessas ações de violência entre taxistas. A polícia não divulgou os números, confirmando apenas que alguns taxistas foram detidos durante o protesto.

O Expresso está a tentar contactar o presidente da ANTRAL, mas sem sucesso. Na segunda-feira, Florêncio Almeida garantiu que as ações de luta são para continuar até a Uber deixar de funcionar em Portugal, “cumprindo decisão judicial”. "Vivemos num Estado de Direito e as leis são para cumprir. (...) Se isto não for resolvido, não vamos parar. Até na campanha eleitoral vão levar connosco atrás, com toda a certeza.”

A 28 de abril, o Tribunal Central de Lisboa aceitou uma providência cautelar interposta contra a Uber, tendo confirmado em junho essa mesma decisão. A Uber alega por seu turno que essa decisão não diz respeito à empresa, uma vez que oferece um “serviço de tecnologia - e não um serviço de táxis”.