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CDU apoia “luta dos taxistas” contra a Uber

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FOTO MIGUEL A. LOPES/LUSA

Jerónimo de Sousa criticou aquilo que considera serem serviços de transportes “clandestinos”, como a Uber e as empresas de tuk-tuk, considerando qu não cumprem a legislação

O líder da Coligação Democrática Unitária (CDU), que junta PCP e “Os Verdes”, afirmou hoje estar do lado da luta dos taxistas contra a empresa “clandestina” Uber, numa sessão pública em pleno largo Camões, em Lisboa.

Jerónimo de Sousa falava com uma plateia de membros das organizações de trabalhadores e dirigentes sindicais de empresas de transportes, ao mesmo tempo em que o trânsito na capital passou por horas caóticas, provocadas pelo protesto de motoristas de táxi pela considerada concorrência desleal da empresa internacional Uber.

“No dia em que o táxi se manifestou em Lisboa, Porto e Faro, asseguramos a defesa do sector dos transportes públicos, contra a liberalização”, declarou o secretário-geral comunista, mostrando-se contra aquela operadora e “outros clandestinos”, como as empresas de “tuk-tuk”, “sem cumprirem a legislação do trabalho, os requisitos e licenciamentos exigidos ao sector do táxi, para fugirem aos impostos, tudo em nome de uma suposta modernidade”.

O líder do PCP tinha elogiado antes os esforços e ações dos trabalhadores das diversas empresas de transportes públicos, nomeadamente as greves, pois “os primeiros a serem prejudicados são os trabalhadores, que não recebem o seu salário”.

“Se não tivesse sido a vossa luta, hoje não estaríamos aqui a discutir as ameaças para muitas empresas do setor que o Governo ameaça privatizar porque já tinham sido privatizadas”, afirmou, lamentando a ofensiva do executivo de Passos Coelho e Paulo Portas para “aumentar a exploração e roubar direitos, salários, pensões e rendimentos”.

“Com o atual escandaloso processo de privatização, as concessões e subconcessões, o Governo pretende despedir o máximo de trabalhadores... limpam as empresas socialmente, criam desemprego, para depois entregá-las limpinhas, sem osso, ao grande capital. É uma nova geração de Parcerias Público-Privadas, de operações especulativas”, classificou.