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Reuniões para integrar refugiados em Portugal avançam de imediato

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Uma imagem simbólica para um problema global: mural nas ruas de Sorocaba, no Brasil

PAULO WHITAKER / Reuters

Governo garante que a sociedade civil vai ser ouvida. Várias entidades públicas, entre as quais o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, o Instituto da Segurança Social e Instituto do Emprego, preparam a resposta a dar

O Grupo de Trabalho dos Refugiados vai realizar de imediato reuniões com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e a Plataforma de Apoio aos Refugiados, com vista a integrar e coordenar as respostas públicas da sociedade civil.

Este foi um dos assuntos abordados numa reunião realizada esta segunda-feira em que foi ainda debatida a preparação de equipas multidisciplinares que possam deslocar-se aos pontos de origem dos requerentes de proteção internacional, de forma a preparar a chegada e acolhimento destes, refere um comunicado do grupo.

No encontro desta segunda-feira, destinado a coordenar os organismos competentes da administração pública para as ações de preparação da vinda, acolhimento e integração de migrantes requerentes de proteção internacional, foi ainda debatida a disponibilização de apoio técnico das diversas entidades do Estado português.

Segundo uma proposta que a Comissão Europeia se prepara para apresentar, Portugal deverá acolher 3.000 refugiados, o dobro do inicialmente previsto. A iniciativa da Comissão propõe o estabelecimento de quotas obrigatórias.

A reunião contou com a participação dos secretários de Estado dos Assuntos Europeus, da Administração Interna, adjunto do ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, da Administração Local, adjunto do Ministro da Saúde, do Ensino Básico e Secundário e do Emprego.

Estiveram também presentes no encontro representantes do secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social e do Grupo de Trabalho para a Agenda Europeia para as Migrações, composto por representantes da Direção-Geral dos Assuntos Europeus, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, do Instituto da Segurança Social (ISS), Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP), da Direção-Geral da Saúde, Direção-Geral da Educação, da Direção-Geral das Autarquias Locais e do Alto Comissariado para as Migrações.