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Há mais alunos a entrar no ensino superior: 42 mil

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Número aumentou 11% em relação ao concurso de acesso de 2014. Há cincos anos que não entravam tantos jovens nas universidades e politécnicos públicos. E ainda há quase nove mil lugares vagos. Meia centena de licenciaturas ficaram vazias

O número de jovens que já garantiu um lugar no ensino superior ascende aos 42.068, mais 11,4% do que no ano passado. E é preciso recuar a 2011 para encontrar um valor semelhante. A evolução já era antecipada, na medida em que também o número de candidatos nesta 1ª fase tinha subido muito face aos anos anteriores. Confirmou-se agora, com 87% dos que se apresentaram ao concurso nacional de acesso a conseguirem uma das 50 mil vagas a concurso.

Contas feitas, há ainda quase nove mil lugares para disputar na 2ª fase do concurso, a esmagadora maioria em institutos politécnicos. Apesar de serem em menor número do que no ano passado, 48 licenciaturas não têm, por agora, nenhum aluno colocado no 1º ano. Com menos de dez colocações e, por isso, em risco de perder o financiamento se a situação persistir, são 208. Ou seja, um quinto do total das ofertas parece ser muito pouco atractiva.

Se é nos institutos politécnicos do interior que mais se faz sentir o desfasamento entre oferta e procura – com destaque para Tomar, Bragança, Beja, Guarda, Santarém, Portalegre e Castelo Branco com mais de metade ou quase dos lugares ainda por preencher – é também possível identificar áreas que não estão a ser tão procuradas pelos jovens.

Metade dos cursos de Engenharia Civil sem alunos

O caso de Engenharia Civil é flagrante. Num total de 20 licenciaturas e mestrados integrados nesta área, houve 10 que ficaram vazios. E só mesmo o Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto escapam à crise.

No lado oposto da lista encontram-se 600 cursos que esgotaram os lugares – apenas no caso de não se concretizar alguma inscrição é que serão libertadas vagas nessas licenciaturas. O curso de Direito da Clássica é o recordista ao receber 480 caloiros. Enfermagem ou Medicina são outros exemplos de áreas com muitas vagas e sem problemas de procura.

Por instituição, o destaque vai para as escolas superiores de enfermagem de Coimbra, Lisboa e Porto, ISCTE, Universidade do Porto e Nova de Lisboa sem vagas, ou quase, disponíveis para a 2ª fase do concurso. A este grupo junta-se a Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Lisboa, que quase esgota também a sua oferta.

Em termos absolutos, e por causa da fusão entre Técnica e Clássica, a Universidade de Lisboa recebe o maior número de novos alunos (mais de 7 mil).

Nove cursos acima dos 18

Tal como é habitual e por serem dos mais cobiçados os cursos de Medicina estão entre os que exigiram notas de candidatura mais elevadas. Na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, o último aluno a agarrar uma vaga teve de ter 186,7 valores (numa escala até 200), umas décimas acima do que aconteceu em 2014.

A nota mais baixa para entrar num mestrado integrado em Medicina em todo o país foi de 178 valores, na Universidade da Beira Interior.

Ainda no conjunto dos cursos que exigem notas de acesso muito elevadas – são nove em que foi necessário ter acima de 180 valores -, destaque para Engenharia Aeroespacial e Engenharia Física e Tecnológica, ambas no Instituto Superior Técnico.

Novas candidaturas na próxima semana

Os resultados da 1ª fase do concurso nacional de acesso podem ser consultados no site da Direção Geral do Ensino Superior e ainda na aplicação ES Acesso, disponível nas plataformas iOS e Android.

A 2ª fase de candidatura ao concurso nacional de acesso inicia-se na segunda-feira e decorre até 18 deste mês, sendo os resultados divulgados a 24.