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Madeira disponível para receber famílias de refugiados

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Um menor cuja família de refugiados saiu da Síria, aqui junto à polícia de choque na fronteira entre a Grécia e a Macedónia

YANNIS BEHRAKIS / Reuters

Governo Regional diz que não pode ficar alheio ao que está a acontecer e já definiu o perfil: famílias com crianças

Marta Caires

Jornalista

Ainda não há números de quantos refugiados serão, mas o governo de Miguel Albuquerque anunciou esta quinta-feira que a Madeira está disponível para acolher parte dos refugiados que chegarem a Portugal. O número deverá ser adequado às condições geográficas e sociais do arquipélago.

Além de um limite adequado à dimensão da região, o governo madeirense estabelece também um perfil, aquele que considera mais fácil de integrar. A intenção é então acolher famílias, de preferência com crianças e dispostas a recomeçar uma vida nova na Madeira.

Segundo fonte do gabinete de Miguel Albuquerque, a ideia é que essas famílias possam ir para localidades atualmente quase desertas, onde há terrenos abandonados. Será um recomeço para quem chega e uma forma de dinamizar locais hoje quase desertos e com uma população muito envelhecida.

A decisão foi tomada esta quinta-feira e faz parte das conclusões da reunião do conselho de governo. A Madeira, explica o comunicado da Quinta Vigia, não pode ficar alheia ao que se passa na Europa, ao drama diário de milhares de pessoas que fogem da guerra em busca de um futuro.

Por essa razão, o executivo madeirense decidiu juntar-se ao esforço nacional e ajudar no acolhimento de famílias de refugiados que cheguem a Portugal. Consciente de que não podem ser muitos, mas ciente de que a Madeira não pode ficar a alheia ao que está a acontecer.