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Reestruturação da Oi aprovada: 9 portugueses na administração

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Os acionistas da operadora de telecomunicações brasileira Oi aprovaram a nova reorganização societária. Há nove portugueses no conselho de administração em representação da Pharol (antiga PT), maior acionista da Oi. A novidade é a entrada do BCP

Os acionistas da Oi reuniram-se terça-feira em assembleia geral (AG) e deram luz verde à nova estrutura da Oi, previamente aprovada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no final de junho, avança a Pharol em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Com esta alteração desfaz-se um núcleo de controlo acionista que dava poder aos acionistas brasileiros Andrade Gutierrez e La Fonte/Jereissati, apesar de estes deterem uma posição muito reduzida. A Pharol é a maior acionista da Oi, com uma posição superior a 27% do capital.

Foram aprovados na AG, revela o comunicado, "atos societários relevantes para a incorporação da TmarPart na Oi, alterações ao estatuto social da Oi, a proposta, termos e condições e abertura do prazo para conversão de ações preferenciais em ordinárias e os novos membros efetivos e suplentes do conselho de administração, com mandato até à assembleia geral que aprovará as demonstrações financeiras do exercício social findo em 31 de dezembro de 2017".

O novo conselho de administração da Oi passou a ter nove membros portugueses, num conjunto de 22 pessoas. A grande novidade é a nomeação de André Cardoso de Menezes Navarro pelo BCP, que se tornou nos últimos meses um acionista de referência da Pharol. Hoje, o BCP detém 6,2% da antiga PT SGPS, resultado da execução da dívida da Ongoing (4,2%) e de Joaquim Oliveira.

André Navarro, Luís Palha da Silva, presidente da Pharol, Rafael Mora, da RS Holding/Ongoing, e Francisco Cary, administrador do Novo Banco, são membros efetivos do conselho de administração da Oi. Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing, é suplente.

Pharol ainda não foi notificada da ação de Granadeiro

Henrique Granadeiro, ex-presidente da PT SGPS, noticiou quarta-feira o Expresso, interpôs uma ação em tribunal para tentar anular as decisões tomadas pela Pharol em assembleia geral, a 31 de julho. Uma reunião onde ficou decidido avançar com uma ação contra os ex-gestores da PT responsáveis pela aplicação de 897 milhões de euros na falida Rioforte. Uma lista onde poderá estar os nomes de Henrique Granadeiro, Zeinal Bava, Luís Pacheco de Melo, e eventualmente Joaquim Goes.

A Pharol, sabe o Expresso, ainda não foi notificada da ação colocada no tribunal de Lisboa pelo antigo presidente da PT. A empresa liderada por Luís Palha da Silva espera entrar com um processo em tribunal contra os ex-gestores da PT até meados de setembro.