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Porto, capital da criminologia

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Até sábado, mais de 1400 criminólogos e especialistas em segurança de renome internacional vão concentrar-se no Porto para debater o fenómeno criminal, o delinquente, a vítima, a reação social ao crime ou a questão da segurança nacional face à crise migratória na Europa

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

A partir desta quarta-feira e até sábado, a cidade do Porto vai acolher a maior conferência europeia de criminologia, a Eurocrim 2015. O evento conta com a presença de alguns dos mais reputados investigadores do fenómeno criminal a nível mundial.

Com epicentro no Seminário de Vilar, junto ao Palácio de Cristal, e organizada pela European Society of Criminology e pela Escola de Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (FDUP), responsável pela primeira licenciatura em Criminologia em Portugal, a apresentação da megaconferência será efetuada esta quarta-feira, pelas 17h, com a participação de Sebastião Feyo de Azevedo, reitor da UP, Cândido Agra, diretor da Escola de Criminologia da FDUP, e do presidente da Sociedade Europeia de Criminologia, o holandês Gerben Bruinsma.

No Eurocrim 2015 estarão presentes mais de 1400 investigadores de diferentes áreas científicas ligadas ao estudo do crime, do delinquente à vítima e evolução da reação social ao fenómeno da marginalidade. Esta quinta-feira, o debate mais marcante terá por protagonista Richard Tremblay, professor da Universidade de Montreal e da Universidade de Dublin, que irá desenvolver a eterna questão da importância do ambiente e da genética no comportamento violento crónico.

Outra das intervenções mais aguardadas cabe ao português Jorge Quintas, docente da Universidade do Porto, que irá apresentar os resultados sobre a eficácia do modelo de despenalização do consumo de drogas em Portugal. O tema será ainda abordado por Sveinung Sandberg, da Universidade de Oslo, que fará uma análise comparativa sobre as diferentes políticas sobre drogas no estudo da criminologia, com foco no modelo português, considerado um padrão de referência a nível europeu.

Sábado, último dia da conferência, Katja Franko, também investigadora da Universidade de Oslo, e Hans-Jorg Albrecht, do Max Planck Institute for Foreign and International Criminal Law, na Alemanha, vão analisar o dilema atual das questões de segurança nacional face à crise da migração ilegal que assola a Europa e os novos desafios colocados pela globalização.

De acordo com a reitoria da UP, a ministra da Justiça justificou a ausência da conferência com compromissos inadiáveis.