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Levam mais tempo a derreter, são mais suaves e menos calóricos. Sim, estamos a falar de gelados

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GABRIEL BOUYS/AFP/Getty Images

Cientistas escocesas descobriram uma proteína que pode revolucionar o mundo dos gelados. Dentro de três a cinco anos, acabaram-se os pingos a escorrer pelas mãos

Um dia de calor na praia, deitado numa espreguiçadeira enquanto se delicia com o seu gelado preferido. Parece o cenário idílico ou não fosse o facto do gelado se derreter em poucos minutos. Ou come em meia dúzia de minutos ou acaba com metade nas mãos. Mas o problema parece ter os dias contados. Duas cientistas escocesas, Nicola Stanley-Wall e Cait MacPhee, descobriram uma forma de fazer com que o gelado não derreta tão rapidamente, seja mais suave e menos calórico.

O segredo está numa proteína. A BslA. As investigadoras da Universidade de Dundee e de Edimburgo, respetivamente, descobriram que esta pode ser usada para que o gelado leve mais tempo a derreter. “Estamos entusiasmadas com o potencial deste novo ingrediente para melhorar os gelados para os consumidores e fabricantes”, disse Cait MacPhee citada pelo jornal britânico “The Guardian”.

A equipa desenvolveu um método de produzir esta proteína recorrendo a uma bactéria inofensiva e que já existe em alguns alimentos, que neste caso demonstra uma capacidade acrescida de manter unidos cristais de gelo, gotículas de gordura e bolhas de ar, criando uma mistura mais estável. Ao introduzir esta bactéria no gelado deverá obter-se uma textura semelhante a um pudim, mas mais suave.

Além da textura e da durabilidade, o gelado torna-se mais amigo da dieta. A BslA permite que os produtos sejam produzidos com baixos níveis de gordura saturada e de açucar, o que significa menos calorias.

Os novos gelados, que podem estar disponíveis dentro de três a cinco anos, tem ainda outra vantagem: previnem a formação de cristais durante a congelação. A textura suave e cremosa mantêm-se por mais tempo.