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Sociedade

Limitações à pesca de sardinha motiva reunião de crise

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Autarcas de dez municípios sustentam que existem condições para aumentar a quota de 13 mil toneladas, fixada para 2015 para todo o país, permitindo a pesca da sardinha por mais algumas semanas

Luís Barra

Reunião da Comissão de Acompanhamento da Pesca da Sardinha decorre da proibição de apanha da espécie por operadores de Peniche e Nazaré, impedimento que vai alargar-se a outros municípios

A Comissão de Acompanhamento da Pesca da Sardinha reúne-se esta terça-feira em Lisboa para discutir as medidas de acompanhamento e de resposta aos problemas resultantes da interdição da pesca daquela espécie.

O encontro é alargado às Organizações de Produtores (OP) reconhecidas para a espécie sardinha e tem como objetivo analisar a situação da pescaria e do recurso sardinha, bem como o regime de cessação temporária das atividades de pesca destinado a apoiar as paragens de atividade em vigor desde esta segunda-feira.

A Comissão de Acompanhamento da Pesca da Sardinha é presidida pela Autoridade de Gestão da Pesca Portuguesa (atualmente a Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos - DGRM) e envolve representantes do Instituto Nacional de Recursos Biológicos, IPIMAR, Docapesca, Anopcerco - Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca de Cerco, e Anicp - Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe.

No passado sábado, dez presidentes de municípios com pesca de sardinha exigiram o aumento da quota de captura de sardinha para este ano e para 2016, solidarizando-se com os pescadores de Peniche e da Nazaré que estão impedidos, desde as 12h desse dia, de capturar aquela espécie.

Segundo os autarcas, existem condições para aumentar a quota de 13 mil toneladas, fixada para 2015 para todo o país, permitindo a pesca da sardinha por mais algumas semanas. Os dez municípios exigem ainda ao Governo, numa posição conjunta, que sejam rapidamente definidas “as medidas de acompanhamento para responder aos problemas resultantes da interdição e imobilização temporária das embarcações”.

A posição é subscrita pelas Câmaras de Peniche, Nazaré, Figueira da Foz, Matosinhos, Sesimbra, Sines, Loulé, Portimão e Setúbal e Olhão.

Em Peniche, reuniram-se também os 14 armadores locais, que em conjunto com os da Nazaré integram a OpCentro, que remete uma posição oficial para depois da reunião com a Comissão de Acompanhamento da Pesca da Sardinha.