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Piloto de avioneta desmaia e morre, torre de controlo ajudou mulher a aterrar e a salvar-se

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Viagem de um casal espanhol sobre o rio Guadalquivir terminou em tragédia. O marido não sobreviveu (não se sabe se morreu durante o voo ou na aterragem) e ela está no hospital, em estado grave mas livre de perigo

Tudo aconteceu por volta da uma da tarde deste domingo: o piloto de um avião ultraleve que partira de Trebujena (Cádis) desmaiou durante o voo e obrigou a sua mulher, que o acompanhava, a fazer uma aterragem de emergência, orientada via rádio pelos serviços de controlo de aeroporto de Sevilha.

A mulher nunca na vida havia estado aos comandos de um aparelho do género nem tinha “qualquer noção” de como fazê-lo, segundo o relato das autoridades locais, citadas pelo “El País”.

Segundo a porta-voz dos serviços de emergência espanhóis, a mulher, depopis de o marido desmaiar, ligou a um amigo que comunicou a situação aos serviços de controlo aéreo do aeroporto de Sevilha. Durante cerca de 90 minutos a comunicação foi estabelecida por rádio, procurando os especialistas esclarecer a mulher da melhor maneira de fazer a aterragem de emergência.

Além disso, uma vez localizada a aeronave, os serviços espanhóis enviaram outro aparelho e um helicóptero para junto do ultraleve, para tentarem ajudar na manobara arriscada.

A mulher acabou por aterrar num laranjal nas imediações perto do aeroporto de Sevilha. O ultraleve capotou e incendiou-se. A mulher e o marido foram de imediato retirados pelos bombeiros e forças de socorro que tinham sido para ali deslocadas.

O marido não sobreviveu, desconhecendo-se se já estaria morto antes do embate resultante da aterragem. E a mulher sofreu múltiplas lesões e queimaduras. Apesar de o seu estado clínico ser considerado grave, não corre perigo de vida.

Durante esta ocorrência (desde o pedido de emergência até à aterragem), o aeroporto de San Pablo, em Sevilha, esteve encerrado ao tráfego aéreo (reabriu por volta das 15h locais, menos uma em Lisboa), o que obrigou quatros voos a serem desviados para Jerez de la Frontera. A equipa do Villarreal, que voou de Valência rumo a Sevilha para defrontar o Bétis, teve de fazer parte da viagem de táxi na sequência deste acidente.