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Primeiro cyborg reconhecido defende o direito aos implantes tecnológicos

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Neil Harbisson tem na cabeça um implante que lhe permite distinguir as cores, convertendo-as em sons, e criou uma fundação para defender o direito à relização deste tipo de cirugias, já que a sua foi ilegal

Reconhecido como o primeiro cyborg, por ter colocado na cabeça um implante tecnológico que lhe permite distinguir as cores, Neil Harbisson defendeu recentemente o direito à realização de cirurgias que permitam, através do recurso à tecnologia, “estender as perceções sensoriais” a quem disso precise.

Falando aos jornalistas em Brisbane, na Austrália, Harbisson recordou o seu próprio caso, ao lembrar que a sua cirurgia foi feita à revelia da lei, para defender que só a legalização deste tipo de intervenções pode evitar que as pessoas tenham problemas, como por exemplo “nos aeroportos”.

Argumentos como “ser perigoso, desnecessário ou poder afetar a imagem dos hospitais que as realizem” têm estado na origem dos entraves colocados, reforçadas por reservas de natureza ética, sublinhou, acrescentando ser tempo de se ultrapassarem essas questões.

Harbisson, que é artista audiovisual, tem acromatopsia, uma condição que só lhe permite distinguir o preto e o branco. Aos 20 anos instalou um olho eletrónico que lhe permitiu passar a perceber as cores como sons, tendo posteriormente efetuado alguns “upgrades neste dispositivo, como uma conexão à internet.

Em 2010 criou a Fundação Cyborg, uma organização internacional para ajudar os seres humanos a converterem-se em cyborgs e para defender os seus direitos enquanto tal.