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Sociedade

O comprimido cor de rosa

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O Filibanserin poderá revolucionar a sexualidade das mulheres, mas como funciona o tão aguardado medicamento?

A DISFUNÇÃO
O chamado desejo sexual hipoativo, a disfunção sexual mais frequente nas mulheres, caracteriza-se pela diminuição ou ausência de fantasias sexuais, fazendo com que a pessoa deixe de querer tê-las. Causa acentuado sofrimento, nomeadamente afetivo. Pode ser causado por fatores orgânicos (hormonais), mas também psicológicos, emocionais ou socioculturais

COMO ATUA
Ao contrário do que acontece com o Viagra, que atua ao nível da circulação sanguínea, aumentando a irrigação para permitir a ereção, o Flibanserin atua diretamente no cérebro, em particular no córtex pré-frontal, provocando uma redução da serotonina, um neurotransmissor que inibe a resposta sexual, e aumentando os níveis de noradrenalina e de dopamina, conhecida como a amina do amor. O comprimido foi testado inicialmente como antidepressivo

OS RESULTADOS
O próprio painel de peritos da autoridade norte-americana do medicamento que recomenda a aprovação do Flibanserin considera que os resultados são moderados ou até marginais. Os ensaios clínicos revelaram que as mulheres que tomaram diariamente o fármaco indicaram ter tido 4,4 relações sexuais satisfatórias num mês, contra 3,7 do grupo que tomou o placebo (comprimido semelhante, mas sem a substância ativa). Antes do tratamento, tinham 2,7

OS EFEITOS SECUNDÁRIOS
Náuseas, tonturas, fadiga e quebras de tensão são os mais frequentes. Ocorreram entre 9 e 11% dos casos

  • Entrevista realizada a Nuno Monteiro Pereira, coordenador do estudo “Epidemiologia das Disfunções Sexuais em Portugal” realizado em 2011, onde discute a sexualidade feminina, as suas complexidades e evolução de como a sociedade olha para o sexo

  • O dia decisivo para o “Viagra das mulheres”

    Falta de libido é a principal disfunção sexual das mulheres. Primeiro fármaco deverá ser aprovado esta terça-feira nos Estados Unidos. Na imprensa o Flibanserin tem sido referido como o “Viagra feminino”, mas nada liga os dois fármacos