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Marcelo diz que é cedo para falar sobre a sua eventual candidatura à presidência

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"Nunca, como nos momentos de morte, se fala em Cultura", disse Marcelo Rebelo de Sousa no seu comentário semanal na TVI.

Rui Ochôa

A declaração foi feita em resposta a Marques Mendes, que afirmou este sábado que Marcelo estava "em campanha há sete meses" e que a decisão de se candidatar à presidência estava tomada

Helena Bento

Jornalista

"Trata-se de psicologia política, porque nada está seguro", disse Marcelo Rebelo de Sousa em resposta à afirmação de Marques Mendes de que o ex-líder do PSD andava "em campanha há sete meses" e que a decisão de se candidatar à Presidência da República estava tomada, embora não tivesse ainda sido oficializada.

"Sempre defendi que essa matéria só devia ser ponderada e decidida depois das legislativas", acrescentou Marcelo, que falava no seu espaço de comentário na TVI.

Ainda sobre as presidenciais, Marcelo defendeu que tanto Sampaio da Nóvoa como Maria de Belém são candidatos "fortes". Nóvoa porque "tem uma entrada natural na esquerda mais à esquerda do PS" e Maria de Belém porque "além das muitas qualidades pessoais que tem, há uma fatia larga do Partido Socialista que a reconhece".

Em relação à "rentrée" da coligação Portugal à Frente (PAF), Marcelo disse que Paulo Portas e Passos Coelho fizeram um discurso "estabilizado" e chamou a atenção para o facto de não ter havido qualquer referência ao futuro. Tal como Cavaco Silva e outros antes dele, Passos e Portas têm optado pela estratégia de "martelar, martelar, martelar, para a mensagem entrar na cabeça das pessoas".

Marcelo Rebelo de Sousa elogiou ainda os cartazes do Bloco de Esquerda que, considerou, foi o partido que "melhor pegou na questão do emprego e do desemprego". Quanto ao PS e à coligação, os cartazes que afixaram e que tanta polémica geraram dão a entender que "há uma dificuldade dos partidos em lidar com a realidade".