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Deputado comunista critica falta de medidas eficazes no combate aos incêndios

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NUNO ANDRÉ FERREIRA / Lusa

Jorge Machado aponta “as preocupações quanto ao subfinanciamento das corporações de bombeiros, assente no transporte de doentes, que não assegura as verbas necessárias para as missões de emergência e combate aos incêndios”

O deputado da CDU Jorge Machado defende medidas urgentes no combate aos fogos florestais, manifestando preocupação com a política florestal do Governo no que se refere, nomeadamente, à falta de medidas eficazes de prevenção dos incêndios.

Jorge Machado, que se reuniu esta segunda-feira com a direção dos Bombeiros Voluntários de Vila das Aves, Santo Tirso, distrito do Porto, confirmou “as preocupações quanto ao subfinanciamento das corporações de bombeiros, assente no transporte de doentes, que não assegura as verbas necessárias para as missões de emergência e combate aos incêndios”.

No encontro, o deputado da CDU manifestou preocupação com a política florestal do Governo e a falta de medidas eficazes de prevenção aos fogos florestais. Jorge Machado sustenta esta preocupação com base nos números verificados este ano em que “até 31 de julho tinham ardido cerca de 29.000 hectares”.

“Comparando as ocorrências e a área ardida com o mesmo período de 2014, verifica-se que as ocorrências passaram de 4165 para 10.340, os reacendimentos de 189 para 616 e a área ardida de 7575 hectares para 28.780", diz em comunicado desta terça-feira.

O deputado comunista critica também as opções do Governo em relação aos fundos comunitários. “Recorde-se que o Governo decidiu entregar parte considerável dos fundos disponíveis no Portugal 2020 à Autoridade Nacional de Proteção Civil para a aquisição de aeronaves para combate a incêndios, cerca de 80 milhões de euros, entregando apenas às associações de bombeiros e às câmaras municipais, principais responsáveis pela proteção e socorro, escassos 30 milhões de euros para suprir enorme quantidade de necessidades, sustenta.

Em seu entender, é “uma situação tão mais preocupante quanto é conhecida a situação da maioria das corporações que se debatem com uma frota cada vez mais envelhecida e a necessitar de renovação, e do insuficiente avanço tecnológico e das condições de segurança, face ao qual o Estado se tem desresponsabilizado nos apoios aos corpos de bombeiros para uma efetiva renovação dos meios operacionais e de equipamento de proteção individual”.

A CDU considera ser necessário e possível a definição de medidas de prevenção, destacando a urgência do Reordenamento Florestal e inverter a lógica atual e as prioridades que levam a existir mais orçamento para o combate do que para a prevenção.