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Ex-presidente da CP/Fernave detido por suspeita de peculato e abuso de poder

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Rui Lucena Marques, ex-presidente do conselho de administração da CP/Fernave, foi detido por suspeita de crimes praticados numa ação de cooperação com Angola. Em causa estão 100 mil euros

O Ministério Público e a Polícia Judiciária suspeitam que a Rui Lucena Marques terá beneficiado de 100 mil euros na sequência de um acordo de cooperação com Angola para a formação de maquinistas. A Fernave dedica-se à formação de quadros técnicos da CP.

A informação avançada pela SIC Notícias e já confirmada pelo Expresso, refere que o ex-presidente do conselho de administração da CP/Fernave está suspenso de funções públicas ou exercício de cargos públicos e proibido de sair do país. Teve ainda de pagar 37 mil euros de caução.

A Polícia Judiciária já enviou um comunicado às redações, onde refere a detenção no aeroporto da Portela, em Lisboa, de “um ex-presidente de uma empresa pública da área dos transportes, por crimes de peculato e abuso de poder”, mas sem avançar com a identidade da pessoa em causa.

"Na sequência das diligências realizadas no âmbito de inquérito que corre termos no DIAP de Lisboa, confirma-se a sujeição a primeiro interrogatório judicial com aplicação das medidas de coação de suspensão/proibição do exercício de funções de administrador, gestor ou diretor de empresas públicas", afirma a Procuradoria Geral da República, num pedido de esclarecimento ao Expresso. E esclarece, sem dizer o nome de Rui Lucena Marques, que este ficou sujeito "à prestação de caução e obrigação de não se ausentar para o estrangeiro, com entrega imediata do passaporte".

Ao Expresso, a PGR confirma as medidas de coação, acrescentando que o processo se encontra em segredo de justiça.