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Padre Roberto quebra o silêncio. “Estou a ser perseguido pela Igreja”

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Padre Roberto Carlos, de 39 anos, fotografado em frente à Sé do Porto

Rui Duarte Silva

O ex-pároco de Canelas faz duras críticas ao bispo do Porto e nega ter feito qualquer tipo de chantagem à diocese

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

O padre Roberto Carlos considera o bispo do Porto, D. António dos Santos, “uma marioneta que não manda na diocese”. E estende as críticas à estrutura da Igreja que não considera democrática.

Numa altura em que celebra missas privadas em Canelas, depois de ter sido afastado da paróquia num processo que considera “pouco claro”, o padre Roberto fala de pressões e ameaças, garantindo que só se irá calar quando “se fizer justiça” sobre o seu nome.

Contactada pelo Expresso, a diocese do Porto diz não fazer qualquer tipo de comentário sobre o assunto.

O padre Roberto Carlos foi afastado no final do ano passado da paróquia de Canelas (Vila Nova de Gaia) e não aceitou a transferência para as paróquias de Lousada ou Marco de Canaveses. Na mesma altura, foi aberto um inquérito no Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto sobre alegados abusos sexuais feitos por um outro padre. O caso, que tinha sido denunciado internamente pelo padre Roberto Carlos em 2003, foi referido numa carta que este enviou ao bispo do Porto em setembro de 2014. Há uma semana soube-se que o MP arquivou a denúncia.

Leia a entrevista na íntegra na edição deste sábado do Expresso

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