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Começa o êxodo para sul. Conselhos e rotas alternativas

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O Expresso conta-lhe alguns truques para evitar os troços mais congestionados durante a grande migração das férias para terras do sul

O primeiro fim de semana de agosto é, tradicionalmente, marcado por grandes congestionamentos de tráfego a caminho do Algarve. Sendo impossível evitá-los completamente, há algumas escapatórias que podem tornar a viagem mais agradável.

Sendo de esperar que tanto a A2 como o IC 1 se apresentem muito congestionados, vale a pena escolher o itinerário em função do destino final. Consoante vá para Sotavento (Vila Real de Santo António/Castro Marim), Barlavento (Sagres, Lagos, Portimão) ou para o Algarve central (Faro/Loulé), saia de Lisboa por caminhos específicos.

Tenha ainda presente que as áreas de serviço da A2 se deverão assemelhar a Constantinopla logo depois da conquista otomana, pelo que se recomenda planificar o reabastecimento do carro e as pausas para café ou refeições de forma a evitá-las.

Note que todas estas alternativas são, em geral, de pior traçado e podem obrigar a percorrer mais alguns quilómetros. Mas, em contrapartida, proporcionam uma viagem sossegada e com múltiplos pontos de paragem não sobrecarregados.

JOÃO CARLOS SANTOS

Itinerário de Sotavento

Saia de Lisboa, de preferência pela Ponte Vasco da Gama (menos sujeita a engarrafamentos) e tome, sucessivamente a A2 e depois a A6 para Évora. Nesta cidade prossiga pelo IP2, passando em Beja e prosseguindo para sul. Andados cerca de 20 km, deixe o IP2 e entre na N122, direção Mértola. Passada a vila-património continue pela mesma estrada que, após o cruzamento de Alcoutim passa a IC 27 e assim se manterá até Castro Marim. Evite, se puder, a Via do Infante e estará perto de Vila Real de Santo António, Monte Gordo, Praia Verde, etc.

Tenha atenção aos controlos de velocidade na circular de Évora e à mudança de perfil da N 122 que, cerca de 15 km após o nó do IP2, se torna sinuosa e declivosa, assim permanecendo até Alcoutim.

Itinerário do Algarve Central

Se vai para Faro, Loulé, etc, pode experimentar uma alternativa à zona de serra do IC1 (ou da A2). Este caminho, por vezes de perfil lento, compensa pelo gozo da paisagem na transição do Alentejo para a serra algarvia. Tem ainda a vantagem de evitar a “chuva” de pórticos na Via do Infante.

O ponto de início do itinerário é Castro Verde, onde pode chegar pela A2, pelo IC1 ou pelo IP2. Tome rumo sul, virando para a N2, direção Almodôvar. Nesta vila, tenha atenção a um desvio à direita, perto da igreja matriz, com indicações para Salir. Siga sempre este itinerário que mistura estrada secundária estreita e sinuosa (entre Almodôvar e Fontes Ferrenhas) e estradões asfaltados e, em geral, rápidos para sul. A descida do Malhão para o Sítio das Éguas é acentuada e sinuosa mas o asfalto é bom e há barreiras de proteção nos “ganchos”. A parte final da estrada até Salir serpenteia pelo meio de amendoeiras e figueiras. Em Salir, pode seguir para sul (para Loulé e Faro) ou para leste (São Brás de Alportel e Tavira pela N270).

Itinerário de Barlavento

Se o seu destino é Sagres, Lagos, etc, siga pela beira-mar a partir de Sines, tendo em atenção alguns atalhos. Apesar de ter muito trânsito, o IC8 assegura uma boa ligação entre Grândola e Sines. Na rotunda à entrada de Sines, siga as indicações para Lagos e entre na N 120-1, direção Lagos/Cercal. Mais a sul, divirja à direita para Porto Covo e prossiga por estrada secundária com algum trânsito de verão até às Brunheiras, à entrada de Vila Nova de Milfontes, onde deve entroncar à direita, na N 341 vinda do Cercal.

Passe o rio Mira para sul e prossiga pela N 303, direção Odemira, tendo atenção a novo atalho. Meia dúzia de quilómetros após ignorar o ramal para o Almograve, não perca um desvio para a direita, direção Zambujeira/Cabo Sardão, para onde deve virar. Cerca de 2 km depois, bifurque à esquerda, ignorando a derivação para o Cabo Sardão. Mais adiante volte a ignorar o desvio à direita para a Zambujeira do Mar, seguindo à esquerda para São Teotónio onde terá que entroncar à direita na N120 para Odeceixe e Aljezur. A sul desta última vila a estrada bifurca nas Alfambras: em frente pela N120 para Lagos, à direita pela N268 para a Bordeira, Vila do Bispo e Sagres.

Ao contornar Sines encontra um monumento ao absurdo luso: uma via rápida completamente pronta mas estrangulada para via única (consequências da paragem abrupta da autoestrada de Sines para Beja por decisão governamental). Conte com muito trânsito de verão, não só na zona de Porto Covo, como de Odeceixe e Aljezur para sul, sobretudo nas zonas de serra.

Variante a Lisboa e às pontes

Para quem venha de norte na direção do Algarve não há necessidade de se sujeitar a congestionamentos de tráfego na ponte Vasco da Gama ou, por maioria de razão, na ponte 25 de Abril. Se circula na A1, a sua primeira opção é sair no nó de Santarém, contornar a capital ribatejana e passar o Tejo pela Ponte Salgueiro Maia (cuidado com a curva de ligação da circular exterior escalabitana à via de acesso à ponte).

Já na margem esquerda do Tejo, entre na A13 e percorra toda esta autoestrada até ao nó da Marateca, onde poderá derivar para o IP2 (Évora/Beja), para o IC1 (Grândola/Algarve) ou para a A2.

Há uma segunda possibilidade para quem viaje pela A1 que consiste em passar o Tejo mais a sul, no nó do Carregado, apanhando a A10 até ao encontro com a A13 e, a partir daí, fazendo o itinerário acabado de referir. Esta opção é também interessante para quem venha da zona oeste e apanhe a A10 no nó de Bucelas da CREL (A9) ou em Arruda dos Vinhos, passando depois o Tejo na ponte do Carregado (A10).

Este é dos casos em que o que se paga a mais em portagens é claramente compensador em termos de sossego, pois, mesmo de verão, não vai encontrar trânsito de maior nem áreas de serviço superlotadas.