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A lista dos seis arguidos no caso Espírito Santo

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Salgado Defesa mantém tese que Ricardo Salgado desenvolveu na Comissão Parlamentar de Inquérito

FOTO Luís Barra

Ricardo Salgado é o nome mais sonante. Todos eles são suspeitos de crimes como branqueamento de capitais, falsificação, falsificação informática, burla qualificada, abuso de confiança, fraude fiscal e corrupção no setor privado

A Procuradoria-Geral da República revelou ao Expresso os nomes das seis pessoas que foram já constituídas arguidas na investigação ao universo Espírito Santo.

Além de Ricardo Salgado, também são arguidos Isabel Almeida, António Soares, José Castella, Pedro Luís Costa e Cláudia Boal de Faria.

Os dois primeiros já tinham sido formalmente indiciados em novembro do ano passado. Isabel Almeida foi directora do departamento financeiro, de mercados e estudos (o equivalente a diretora financeira) do BES e chegou a ser proposta numa lista para a administração do banco.

Já António Soares desempenhou até agosto do ano passado as funções de administrador da seguradora BES Vida. Os dois gestores mantiveram-se em funções depois da queda de Ricardo Salgado e chegaram a estar nos quadros do Novo Banco.

José Castella foi controller financeiro do Grupo Espírito Santo.

Já António Soares foi diretor do departamento de mercados do BES e CFO (Administrador financeiro) da seguradora BES Vida. Quanto a Pedro Luís Costa, trata-se de um ex-alto quadro do BES ligado à área financeira e Cláudia Boal de Faria era diretora do departamento de gestão de poupança do BES.

Ao contrário de Ricardo Salgado, não foram conhecidas as medidas de coação aplicadas a estes cinco arguidos, suspeitos dos crimes de falsificação, falsificação informática, burla qualificada, abuso de confiança, fraude fiscal, corrupção no setor privado e branqueamento de capitais.

O ex-presidente do BES, que está em prisão domiciliária com vigilância policial, encontra-se proibido de contactar os restantes arguidos das investigações relacionadas com o universo Espírito Santo.

Na sequência do requerimento do Ministério Público, Ricardo Salgado foi na sexta-feira presente ao juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC). "O arguido foi indiciado por factos suscetíveis de integrarem os crimes de burla qualificada, falsificação de documentos, falsificação informática, branqueamento, fraude fiscal qualificada e corrupção no setor privado", referiu a PGR.

O juiz Carlos Alexandre decidiu aplicar ao arguido a medida de coação de obrigação de permanência na habitação (sem sujeição a vigilância eletrónica), dela não se podendo ausentar sem autorização do tribunal. Foi ainda fixada a proibição de contactos com os restantes arguidos no processo.

"As medidas de coação foram aplicadas com fundamento na existência de perigo de fuga e de perigo de perturbação do inquérito e da aquisição e conservação da prova", acrescentou a PGR.

Ricardo Salgado foi inquirido durante doze horas na sexta-feira. Já tinha sido interrogado e constituído arguido pelo Ministério Público na segunda-feira, dia 20, no âmbito da investigação ao universo Espírito Santo.