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Relação dá mais uma nega a José Sócrates

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José Sócrates vai permanecer detido no estabelecimento prisional de évora

António Bernardo

Há precisamente cinco dias, o mesmo tribunal tinha negado um recurso que invocava nulidades devido à falta de acesso do ex-primeiro ministro a factos do processo

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

O juiz Vaz das Neves, presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, confirmou ao Expresso que os juízes daquele tribunal mais uma vez não deram razão às pretensões de José Sócrates na Operação Marquês, que recorreu das medidas de coação que lhe foram impostas. Trata-se do segundo recurso sobre a prisão preventiva negado a José Sócrates.

Os advogados do ex-primeiro ministro defendem que a decisão do juiz Carlos Alexandre estava ferida de inconstitucionalidades. Só que os juízes da Relação não encontraram erros na decisão do magistrado sobre a manutenção de Sócrates em prisão preventiva.

No início deste mês, a Relação de Lisboa rejeitou o outro recurso da defesa de José Sócrates a invocar a nulidade de um despacho do juiz de instrução criminal Carlos Alexandre que manteve o ex-primeiro-ministro em prisão preventiva.

Há precisamente cinco dias, o mesmo tribunal tinha negado um recurso que invocava nulidades devido à falta de acesso do ex-primeiro ministro a factos do processo.

José Sócrates foi detido a 21 de novembro de 2014 no aeroporto de Lisboa e está indiciado por fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção passiva para ato ilícito, sendo o único dos nove arguidos das "Operação Marquês" em prisão preventiva.

O empresário Carlos Santos Silva, o administrador do grupo Lena Joaquim Barroca, o ex-motorista de Sócrates João Perna, o administrador da farmacêutica Octapharma Paulo Lalanda de Castro, a mulher de Carlos Santos Silva, Inês do Rosário, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira, o presidente da empresa que gere o empreendimento de Vale do Lobo, Diogo Gaspar Ferreira e o ex-ministro Armando Vara são os outros arguidos no processo.