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Museu nos EUA recorre a “crowdfunding” para restaurar fato do primeiro homem na Lua

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Foi este o fato envergado por Neil Armstrong na missão lunar Apollo 11

AFP / Getty Images

Com esta campanha, apresentada nas redes sociais, o museu quer assegurar a conservação do fato espacial envergado por Neil Armstrong quando pisou a Lua em, a fim de exibi-lo de novo numa vitrina climatizada

O Museu Nacional do Ar e do Espaço Smithsonian, nos EUA, lançou esta segunda-feira uma campanha para angariar 500 mil dólares (461 mil euros) para custear o restauro do fato do astronauta Neil Armstrong, o primeiro homem que pisou solo lunar. A ideia é voltar a expô-lo e digitalizá-lo em 3D, para que todos possam vê-lo.

Coincidindo com o 46.º aniversário da missão lunar Apollo 11, o museu, do Instituto Smithsonian, em Washington, decidiu lançar a campanha através da plataforma de internet Kickstarter, com a qual, em poucas horas, conseguiu mais de 77.200 dólares (71.200 euros) dos 500 mil que pretende arrecadar num mês.

Com esta campanha, apresentada nas redes sociais com a designação RebootTheSuit, o museu quer assegurar a conservação do fato espacial, a fim de exibi-lo de novo numa vitrina climatizada.

O objetivo é que o fato possa fazer parte da galeria “Rumo à Lua”, da exposição do 50.º aniversário da missão Apollo 11, que se comemora em 2019, mas cuja abertura está prevista para 2020.

Num comunicado, o museu adianta que, com os dados da digitalização do fato, desenvolverá materiais educativos que possam ser usados pelas escolas de todo o mundo. Como recompensa, os cidadãos que participarem no projeto poderão conhecer um astronauta, receber uma impressão em 3D da luva de Neil Armstrong ou um emblema da Apollo 11.

Os mais generosos, que derem dez mil dólares (9200 euros), serão convidados, a partir de novembro, a ver o fato espacial no laboratório de conservação onde vai ser restaurado.

É a primeira vez que um museu do Instituto Smithsonian recorre ao “crowdfunding” para suportar os custos do restauro de uma parte do seu acervo mais valioso. O governo norte-americano financia a manutenção dos 19 museus e galerias da instituição e a segurança das suas coleções, mas as exposições e os restauros dependem, em grande parte, de donativos privados.

Neil Armstrong morreu há cerca três anos, no Ohio, a sua terra-natal, aos 82 anos. A cápsula da missão Apollo 11, na qual o astronauta norte-americano e mais os companheiros Edwin Aldrin e Michael Collins viajaram até à Lua, em 1969, é uma peça do Museu Nacional do Ar e do Espaço Smithsonian.