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Ministério da Educação atribui mais 1020 bolsas para estudar no interior

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Programa abrange 13 instituições de ensino superior em regiões com baixa densidade populacional. Estudantes que se deslocarem podem receber 1500 euros anuais

O programa lançado no ano passado pelo Ministério da Educação para atrair candidatos para 13 universidades e politécnicos de regiões com pouca população, localizados sobretudo no interior do país, vai continuar, desta vez com a atribuição de 1020 bolsas, no valor de 1500 euros anuais.

As candidaturas ao Programa + Superior decorrem até 5 de outubro (no site da Direção-Geral do Ensino Superior) e abrangem todos os alunos que sejam colocados em qualquer uma das fases do concurso nacional de acesso deste ano e que não morem na região da instituição para onde se deslocam.

Por exemplo, um estudante que seja colocado no Instituto Politécnico da Guarda pode candidatar-se à bolsa de mobilidade, desde que não resida num concelho da região das Beiras e Serra da Estrela.

Além deste politécnico, integram o programa os institutos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Tomar, Viana do Castelo e Viseu. E ainda as universidades da Beira Interior, Évora e Trás-os-Montes e Alto Douro, bem como a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital do Politécnico de Coimbra.

Estas 13 instituições têm em comum o facto de enfrentarem, há já alguns anos, uma redução de candidatos, muito explicada pela baixa pressão demográfica e despovoamento das regiões onde se inserem. A UTAD é a que beneficia do maior número de bolsas a atribuir: 120

A estas 1020 bolsas novas, que serão distribuídas pelas universidades e politécnicos em função das notas de candidatura dos alunos, juntam-se às mil atribuídas no passado ano letivo.

Todos os que as receberam em 2014/2015 podem pedir a renovação, desde que continuem matriculados nestas instituições e que tenham tido aproveitamento escolar.

Coesão territorial

Em comunicado, o Ministério explica o porquê destes incentivos à mobilidade: “O Ministério da Educação e Ciência reconhece assim o valor e o interesse para o país das ofertas formativas das instituições selecionadas, reforçando a mensagem perante os estudantes e as famílias de que vale a pena investir nestas opções de estudo, ainda que longe dos seus locais de residência”. E reconhece “igualmente o contributo crucial daquelas instituições no desenvolvimento regional do país e na coesão territorial”.