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Sociedade

Tribunal de Contas deteta irregularidades na ADSE

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Os juízes consideram que os beneficiários descontam mais do que deviam. Além disso, os descontos estão a financiar o Estado

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

O Tribunal de Contas (TdC) defende que o aumento dos descontos para a ADSE é excessivo, além de que não tem suporte técnico em estudos. Segundo os juízes, bastaria uma contribuição de 2,1% para que os custos com os cuidados de saúde prestados fossem integralmente financiados pelos beneficiários. Em vez dos 3,5% agora exigidos.

Segundo o jornal "Público" desta sexta-feira, que coloca a notícia em manchete, um funcionário público com um salário de mil euros desconta agora 35 euros todos os meses para poder beneficiar da ADSE, mais 12,5 euros do que aquilo que o TdC considera necessário.

Também o "Correio da Manhã" dá destaque ao assunto, escrevendo que os descontos para a ADSE estão a financiar o Orçamento de Estado a uma taxa de juro zero.

O jornal revela ainda que o TdC sublinha a existência de excedentes de 230 milhões de euros naquele subsistema entre 2014 e 2015, que estão a ser utilizados para outras finalidades que não a assistência à saúde dos funcionários públicos.

Os alertas e recomendações do TdC foram feitos depois de uma auditoria ao Sistema de Assistência na Doença aos Servidores Civis do Estado (ADSE).