Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

SEF deteve casal que trazia mulheres ilegalmente para Portugal

  • 333

Além dos dois detidos foram ainda identificadas sete mulheres estrangeiras que se dedicavam à prática da prostituição

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) deteve um casal de nacionalidade estrangeira, pela prática de lenocínio e auxílio à imigração ilegal, já que lucrava com a atividade de prostituição de mulheres que trazia ilegalmente para Portugal.

Em comunicado, o SEF dá conta que a detenção foi feita na quinta-feira, na sequência do cumprimento de vários mandados judiciais, incluindo três buscas domiciliárias e uma busca a um veículo.

Na sequência do cumprimento destes mandados, o SEF apreendeu documentação que comprovava que o casal se dedicava e lucrava com o auxílio à imigração ilegal e o lenocínio, além de ter apreendido “elevadas quantias em dinheiro, presumivelmente decorrentes dessa atividade”.

“A ação permitiu desmantelar a atividade do grupo, tendo sido detidos, em cumprimento de mandados judiciais, um casal que fomentava e retirava lucros da atividade de prostituição das mulheres, que angariava e introduzia ilegalmente em Portugal e noutros países da União Europeia”, revela o SEF.

As duas pessoas detidas foram constituídas arguidas e foram hoje levadas a tribunal, para aplicação das respetivas medidas de coação.

As buscas levaram igualmente à apreensão de computadores, suportes digitais e documentação diversa, entre extratos bancários “com registos de elevadas transferências para o país de origem” e agendas, que foram apreendidas por serem prova dos crimes praticados. Numa das habitações foram ainda encontradas diversas armas brancas. Foram também identificadas sete cidadãs estrangeiras que se dedicavam à prática da prostituição.

O SEF diz ainda que a investigação teve origem “na constatação de que os suspeitos, já antes referenciados no âmbito de outros inquéritos investigados pelo SEF, assumiam condutas indiciadoras da prática de novos ilícitos”.

Esta investigação foi desenvolvida pelo SEF, sob coordenação do Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.