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A Europa não caberia em Plutão

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E se Portugal estivesse numa ponta do planeta que tem o número 134340 desde que foi “despromovido” a anão? Compare as dimensões de Plutão com os restantes astros do Sistema Solar

Com a missão Novos Horizontes da NASA, um dos mais misteriosos planetas está a tornar-se mais conhecido. A sonda, que viajava no espaço desde 2006, aproximou-se de Plutão na passada terça-feira e desde aí a agência espacial norte-americana tem estado a divulgar fotografias e “detalhes” enviados pela New Horizons.

Plutão tem 2370 quilómetros de diâmetro equatorial, percorrê-lo de uma ponta à outra seria como, por exemplo (mais ou menos em linha reta), ir de Lisboa, passando por Praga, até à fronteira da República Checa com a Polónia.

E com esta medida também se pode concluir que o continente europeu - e estamos a falar do diâmetro equatorial, já que a ideia é apenas tornar perceptível a dimensão - não caberia no planeta a quem uma menina de 10 anos, no ano de 1930, deu o nome do deus romano.

Ainda se sabe muito pouco para além da medida do diâmetro equatorial e da altitude do monte mais elevado desta massa de rocha e gelo, ou da fuga de nitrogénio na atmosfera de Plutão e das camadas de gelo nos polos, todavia, a informação obtida em 48h (o envio mais detalhado começou na madrugada de quarta-feira) é algo “inacreditável”. Os cientistas nunca “imaginaram conseguir obter este tipo de dados tão cedo”.

Também as quatro luas de Plutão - Caronte, Hidra, Nix, Estige, Cérbero - estão a ser observadas mais de perto, em especial Caronte, aquela que se encontra mais próxima do planeta e que tem praticamente metade do seu diâmetro, ou seja, 1208 quilómetros.

Compare Plutão com outros astros do Sistema Solar