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Vender por €100 mil aquilo que se produziu a €100. O incrível negócio dos medicamentos inovadores

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Karen Gaidão com um dos fármacos inovadores para a hepatite C

João Lima

Os novos medicamentos para algumas doenças ameaçam levar os sistemas de saúde à bancarrota. Entre eles está o sofosbuvir, a revolucionária substância para a hepatite C, que o Estado português comprará por €20 mil, mas cujo preço "razóavel" deveria ser de pouco mais de 300, segundo especialistas portugueses e espanhóis

Imagine um produto que custa 60 a 120 euros a produzir e que, considerando os custos de investigação, produção e marketing, e um lucro aceitável, deveria ser vendido por pouco mais de 300. Agora imagine que, no Egito, esse mesmo produto é vendido a 800 euros. Parece-lhe especulativo? E se, em Portugal, 20 mil euros pelo mesmo produto for o “melhor negócio” dentro da União Europeia? Imagine então se o comparar com os “pobres” americanos: pagam 75 mil euros pelo mesmo produto. Parece-lhe impossível? E se desse produto depender a vida de milhões de pessoas? Parece-lhe justo?

A história por detrás do preço do sofosbuvir, o revolucionário fármaco para a hepatite C, e o problema do preço dos medicamentos inovadores para outras doenças, como o cancro, é o tema da reportagem “Quanto custa uma vida”, que pode ler este sábado na E, a revista do Expresso, e que está esta sexta-feira em debate na Universidade Católica do Porto, em nova sessão do ciclo de conferências “Conversas com Ética”.

Karen Gaidão, que foi mulher do ex-futebolista Mário Jardel, é uma das cerca de 5000 pessoas em Portugal que, desde fevereiro, têm acesso ao inovador - e caro - fármaco para a hepatite C. Nos EUA, onde cada comprimido custa perto de mil dólares, é conhecido como o “medicamento que está a levar a América” à falência.

Saiba mais na edição deste sábado da E

João Lima