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“Palito” condenado à pena máxima

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Nuno André Ferreira/Lusa

Tribunal de Viseu deu como provado os crimes de homicídio qualificado. Manuel Baltazar chegou a estar foragido durante 34 dias. Feriu a filha e a ex-mulher e matou a ex-sogra e uma tia

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Manuel Baltazar, mais conhecido por "Palito", foi condenado a 25 anos de prisão, a pena máxima em Portugal.

O tribunal de Viseu considerou provado que "Palito" tinha a intenção de matar as quatro vítimas, disparando contra a filha e a ex-mulher (Sónia Baltazar e Maria Angelina Baltazar, que ficaram feridas) e duas familiares desta (a tia e a mãe, Elisa Barros e Maria Lina Silva, que morreram).

O crime ocorreu a 17 de abril do ano passado. Após os disparos, o homicida pôs-se em fuga e conseguiu iludir as autoridades durante mais de um mês.

O Ministério Público tinha pedido em junho a pena máxima. Além dos quatro crimes de homicídio qualificado (dois dos quais na forma tentada), o arguido, de 61 anos, era acusado de um crime de detenção de arma proibida e outro de violação de proibições ou interdições.

A leitura do acórdão já esteve marcada duas vezes, mas foi adiada devido a uma "alteração não substancial" dos factos relacionada com o número de disparos, que levou a que, na última terça-feira, três peritos tenham sido ouvidos em tribunal para prestar alguns esclarecimentos.

Trinta e quatro dias depois do crimes, o homicida foi detido quando regressava a casa, em Trevões, em Valongo dos Azeites, S. João da Pesqueira. Vinha armado com a caçadeira com a qual assassinou as mulheres. Não ofereceu qualquer resistência.

Por causa de um processo de violência doméstica sobre a ex-mulher, Manuel Baltazar usava pulseira eletrónica, e tinha estado na manhã do crime no tribunal.