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Um terço dos alunos do 9º chumbou a Matemática

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Média no exame nacional de Português subiu para os 58%; a Matemática caiu para 48%, apesar de as associações de professores terem considerado a prova deste ano “mais simples”

Dos 95 mil alunos que fizeram o exame nacional de Matemática do 9º ano, 47.710 ficaram abaixo dos 50% na prova, ou seja, metade teve negativa. O insucesso só não foi maior à disciplina uma vez que o exame conta 30% para a classificação final e a avaliação interna os outros 70%. Mesmo assim, são muitos os que reprovam a Matemática no final do básico: 32%.

Os dados foram divulgados esta quinta-feira pelo Ministério da Educação e mostram ainda que a média nacional neste exame foi de 48%, três pontos percentuais abaixo da registada no ano passado.

O resultado acaba por ser surpreendente por duas razões. A primeira é que tanto a Sociedade Portuguesa de Matemática como a Associação de Professores de Matemática consideraram que a prova deste ano era "mais simples" do que a de 2014 e que, inclusivamente, poderia ser feita em grande parte por alunos do 8º ano.

A segunda razão, e que levou vários professores a antecipar uma melhoria dos resultados, prende-se com uma alteração das regras na realização dos exames do 6º e do 9º. Ao contrário do que aconteceu até aqui, os alunos que antes dos exames estavam em condições de reprovação (por ter três ou mais negativas, por exemplo) não fizeram a 1ª fase dos exames e 'saltaram' logo para a 2ª fase, que ainda se vai realizar. Ou seja, estudantes que podiam 'puxar' as médias para baixo não entraram nestas contas.

Melhores a Português

Já a Português, o panorama foi melhor, com a média a subir três pontos percentuais e a fixar-se nos 58%.Os chumbos nesta disciplina ficaram pelos 10%.

Em comunicado, o Ministério da Educação admite a persistência de "uma percentagem elevada de alunos com dificuldades significativas nestas disciplinas estruturantes", confirmando a "necessidade de as escolas identificarem cada vez mais cedo essas dificuldades nos primeiros anos do ensino básico, aplicando as medidas de apoio definidas e implementadas pelas escolas desde 2012".