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Operação Fénix. Treze arguidos ficam em prisão preventiva

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Marcos Borga

Treze dos 14 arguidos detidos na investigação que envolve empresas de segurança privada ficam em prisão preventiva. Entre eles, está o líder da empresa responsável pela segurança do Estádio do Dragão, Eduardo Santos Silva 

Os advogados dos arguidos da Operação Fénix, que envolve empresas de segurança privada, anunciaram na noite deste sábado que 13 dos 14 arguidos detidos na passada quinta-feira ficaram em prisão preventiva. Entre eles, está o diretor da empresa de segurança privada SPDE (responsável pela segurança do Estádio do Dragão, no Porto) Eduardo Santos Silva.  

Apenas Alberto Couto, ex-agente da PSP, saiu em liberdade, ainda que proibido de contactar com outros elementos da empresa. Para além disso, as suas armas proibidas foram apreendidas.  

A Operação Fénix, que está a cargo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal da Procuradoria-Geral da República, envolve suspeitas de associação criminosa, exercício ilícito de atividade de segurança privada, detenção de arma proibida, extorsão agravada, coação, ofensas à integridade física qualificada e favorecimento pessoal. 

Neste contexto chegaram, na passada sexta-feira, 16 pessoas ao Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa. Dois foram libertados por ordem do Ministério Público e a audição dos restantes seria transferida para o Campus da Justiça. 

Para além das detenções, foram ainda realizadas buscas em Lisboa, Porto, Amarante, Lamego, Braga, Vila Real e Lousada, nas quais se incluem a residência de Antero Henrique, vice-presidente do clube, e as instalações do FC Porto. 

Carvalho Bessa, advogado de dois dos arguidos (Nuno Gonçalves e Daniel Silva), considera a decisão injusta. "No limite máximo, [o razoável seria] a prisão com vigilância eletrónica", sublinha, recordando: "Os meus constituintes já tinham sido condenados há uns anos por estes crimes. Estão a confundir a árvore com a floresta".