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Polícia fez buscas no FCP e na casa de Antero Henrique

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JOSÉ COELHO / LUSA

Clube de Pinto da Costa confirma a existência de ambas buscas. Há 15 detidos no âmbito da megaoperação policial desta quinta-feira - em causa está uma rede de extorsão em todo o país

Em comunicado, o Futebol Clube do Porto (FCP) informa que foi objeto de buscas policiais nas suas instalações, bem como na morada do seu vice-presidente Antero Henrique, que é também diretor-geral da SAD portista.

"O FC Porto e o seu vice-presidente continuam inteiramente disponíveis para colaborar com a justiça", acrescenta o curto comunicado de dois parágrafos.

Em causa está a operação realizada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e pela PSP que desmantelou esta quinta-feira uma rede ilegal de extorsão que envolve várias empresas de segurança privada.

Foram detidas 15 pessoas, entre elas Jorge Couto, um ex-agente da PSP expulso da corporação em 2011. Trabalhava como segurança privado nos últimos anos. Eduardo Santos Silva, o dono da empresa de segurança privada SPDE, também se encontra entre os detidos.

Os investigadores tentaram obter documentação no Estádio do Dragão relacionada com a SPDE, que presta serviços de segurança nas instalações do clube portista. Também a SPDE, com sede no Porto, foi alvo das buscas.

A PSP refere que esta operação "visava um grupo violento que operava numa considerável faixa do território nacional".

Foram realizadas 50 buscas em diversos pontos do país (Lisboa, Porto, Amarante, Lamego, Braga, Vila Real, Lousada), apreendidas 40 armas, 121 mil euros, dez viaturas e várias munições de diversos calibres.

A investigação, denominada "Operação Fénix", "está relacionada com atividades ilícitas no âmbito de empresa de segurança privada em estabelecimentos de diversão noturna, suscetíveis de integrar a prática de crimes de associação criminosa, de exercício ilícito da atividade de segurança privada, de detenção de arma proibida, de extorsão agravada, de coação, de ofensas à integridade física qualificada e de favorecimento pessoal", revelou esta quinta-feira de tarde a Procuradoria-Geral da República.