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O apanha-bolas apanhou calor a mais: temperatura em Wimbledon bate recorde de 30 anos

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Quarta-feira foi dia de corrida aos quiosques de Wimbledon em busca de refrescos

ANDY RAIN / EPA

Quarta-feira foi um dia quentinho no Reino Unido. Em Wimbledon, houve desmaios de um apanha-bolas e um jogador irritado com o calor e com um árbitro que não quis interromper um jogo para haver pausa para refrescamento (diz o tenista ao juiz da partida: “sabe bem estar aí em cima na cadeira? Sentes-te forte por estar aí em cima?”)

Jogava-se mais um encontro no court 17 quando um dos apanha-bolas que ali trabalhavam sucumbiu ao forte calor que se fazia sentir, acabando mesmo por desmaiar, obrigando à entrada dos cuidados médicos em court. E não era caso para menos: as temperaturas atingidas quarta-feira no terceiro dia do Grand Slam Inglês bateram o antigo recorde de 34,6º que se mantinha há já 30 anos, desde o verão quente de 1976.

No site oficial do torneio, o novo máximo surgiu confirmado. “Foi batido o recorde de temperatura em Wimbledon, com os termómetros a subirem até aos 35,7 graus centígrados”.

O calor excessivo fez-se notar em muitos encontros e alguns jogadores acabaram mesmo por demonstrar o seu desagrado. Foi o caso do australiano Nick Kyrgios, conhecido por ser bastante animado em court, a demonstrar em alto e bom som que não estava satisfeito com a situação: “Não me sinto bem, tenho uma grande dor de cabeça”. O facto de o árbitro ter prosseguido o jogo com as temperaturas que se verificavam levou Krygios a fazer questões menos simpáticas ao juiz: “Sabe bem estar aí em cima na cadeira? Sentes-te forte por estar aí em cima?”.

Este incidente ocorre numa altura em que uma vaga de calor tem afetado muitas zonas da Europa. Na vizinha França, por exemplo, atingiram-se na quarta-feira também temperaturas recorde, com o país a ficar sob “alerta canícula” desde a véspera: os termómetros ultrapassaram os 39,7º em Paris, subindo acima dos valores registados na vaga de calor que em 2013 matou 15 mil pessoas.

 

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