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Sueca processa patrão, vence e recebe 18 milhões de dólares

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Jovem sueca vence processo judicial após acusar o seu antigo patrão de Wall Street de assédio sexual. Resultado: 18 milhões de dólares caíram na sua conta

Hanna Bouveng, de 25 anos, venceu esta segunda-feira um processo em tribunal resultante de uma acusação que fez ao seu antigo chefe, Benjamin Wey, um executivo de Wall street. A sueca acusou-o de abusar do seu poder como proprietário do New York Global Group (grupo de consultoria e de capital de risco, com base nos Estados Unidos e Ásia), obrigando-a a ter encontros sexuais  (quatro, no total). Mais tarde viria a despedi-la, após ter descoberto que Hanna tinha namorado. A sueca foi indemnizada com 18 milhões de dólares (cerca de 16 milhões de euros).

O júri do tribunal federal de Manhattan decidiu dar a Bouveng cerca de dois milhões de dólares de indemnização por possíveis danos compensatórios que a experiência possa ter causado, mais 16 milhões por danos de assédio sexual, difamação, chantagem e perseguição.

A jovem sueca que cresceu em Vetlanda, na Suécia, conta que, pouco tempo após ter sido contratada para trabalhar no New York Global Group, o CEO começou a tentar ter relações sexuais consigo.

Bouveng confessa que passado algum tempo deixou de ceder às chantagens de Wey, tendo-se recusado a ter mais qualquer contacto sexual com o seu chefe. Mais tarde, Wey viria a encontrar um homem sentado na cama do apartamento de Hanna (que o proprietário da Global Group tinha ajudado a pagar). Acabou por despedir a jovem, encetando uma "campanha" de difamação contra Bouveng. Acusou-a, no seu blogue pessoal, de ser uma mulher sem valor e de o ter chantageado, segundo afirma o advogado da sueca. David Ratner revelou ainda que quando o executivo de Wall street descobriu o café onde Bouveng trabalhava (após ter sido despedida por Wey), lhe deixou o seguinte aviso: "Onde quer que estejas, o que quer que estejas a fazer, eu irei encontrar-te e tu serás minha”.

Benjamin, além das acusações que fez a Hanna, negou sempre ter tido qualquer relação sexual com ela, caracterizando-a como oportunista e mentirosa. Afirma que quando se conheceram em Julho de 2013, Hanna se vangloriou pelo facto de o seu pai ser o fundador multimilionário de uma empresa de alumínio. No entanto, conta que mais tarde se apercebeu que a sueca nada sabia de finanças antes de ser contratada e ter começado a receber aconselhamento, o chamado "mentoring" . Acusou-a também de se ter aproveitado da sua generosidade, adotando um estilo de vida de constantes festas, que afetava a sua produtividade na empresa.

A verdade é que as acusações do CEO da New York Global Group não surtiram efeito, com o tribunal de Manhattan a decidir esta segunda-feira a favor da jovem de 25 anos, indemnizando-a em cerca de 16 milhões de euros.