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Estava sozinha na Tunísia. É a primeira vítima portuguesa do Estado Islâmico

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MOHAMED MESSARA / EPA

Maria da Glória escolheu Sousse em memória do marido, das férias felizes que ali passaram os dois. Era a primeira viagem que esta mulher de 76 anos fazia depois de ter ficado viúva há dois anos. Morreu ao 5º dia de férias...

Este sábado ao início da manhã, o secretário de Estado das Comunidades, confirmou a morte de uma cidadã portuguesa no ataque terrorista que ontem vitimou 38 pessoas na zona balnear de Sousse. Horas depois, o genro de Maria da Glória Moreira, contou à Sic a história da viagem da sogra.

Uma história triste; uma história que tem um fim entre o épico e o poético como muitas tragédias. Maria da Glória tinha sido professora, estava reformada, e ficou viúva há dois anos. Nos dias felizes em que viajou com o marido, a Tunísia foi um dos destinos escolhidos pelo casal. Gostavam da praia e eram bem tratados nos hotéis. Sentiam-se seguros.

Quando "finalmente" decidiu e conseguiu retomar o curso normal da "vida", Maria da Glória viajou para a Tunísia onde fora tão feliz. Chegou a Sousse na última segunda-feira, 22 de junho. A família falou com ela nesse dia por telefone. Na quarta novo telefonema onde ela lhes contou que  "já tinha feito amigos no hotel".

A família também se sentiu contente com o seu regresso às alegrias do mundo. Um regresso breve. Maria da Glória morreu ao 5º dia de férias, vítima de um brutal atentado já reivindicado pelo Daesh [autoproclamado Estado Islâmico].

Era a única portuguesa hospedada no hotel Riu Imperial Marhaba na altura do atentado. Foi transportada para o Hospital Charles-Nicolle, em Tunes, onde se realizou a autópsia esta manhã.

[artigo atualizado às 13h40]