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Oitava greve do Metro de Lisboa com 100% de adesão

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Todas as estações do Metro em Lisboa estão encerradas esta sexta-feira

ANTÒNIO COTRIM / LUSA

Trabalhadores do Metropolitano protestam contra a subconcessão da empresa, já atribuída pelo Governo à empresa espanhola Avanza, e contra a prevista dispensa de funcionários

A greve desta sexta-feira de 24 horas dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa tinha, às 7h30, níveis de adesão a rondar os 100%, com as estações encerradas por decisão da empresa, disse à Lusa fonte sindical.

"Nesta altura os trabalhadores das áreas operacionais estão a corresponder a mais um dia de luta com índices de adesão dentro dos mesmos moldes das lutas anteriores" que têm rondado os 100%, disse à Lusa Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

As estações do Metropolitano encerraram às 23h20 desta quinta-feira devido à greve de 24 horas, em protesto contra a subconcessão da empresa e contra a possível dispensa de trabalhadores, estando prevista a reabertura às 6h30 deste sábado. 

Questionada sobre a questão dos utentes estarem a ser afetados com as repetidas greves no Metro, Anabela Carvalheira mostra-se compreensiva, mas diz que se a privatização se vier a concretizar, os utentes "seriam, juntamente com os trabalhadores, os grandes lesados".

"Obviamente, entendo que os utentes que utilizam o Metro, que é um transporte determinante na cidade de Lisboa, sintam algum incómodo. O que é um facto é que nós lutamos também em defesa do serviço público de transporte e do transporte de qualidade a preços sociais", justifica.

A greve, a oitava realizada este ano, pretende protestar contra a subconcessão da empresa, já atribuída pelo Governo à empresa espanhola Avanza, e contra a prevista dispensa de trabalhadores.

O tribunal arbitral do Conselho Económico e Social (CES) não decretou serviços mínimos para a circulação de composições. Em contrapartida, o acórdão obriga os trabalhadores a assegurarem os serviços necessários à segurança e manutenção do equipamento e das instalações.

O tribunal justificou a decisão com o facto de existirem em Lisboa meios de transporte alternativos ao Metropolitano e de não haver coincidência de outras greves nos transportes na mesma área geográfica.

A rodoviária Carris anunciou o reforço de algumas das carreiras de autocarros entre as 6h30 e as 21h desta sexta-feira, nomeadamente a 726 (Sapadores - Pontinha Centro), a 736 (Cais do Sodré - Odivelas, Bairro Dr. Lima Pimentel), a 744 (Marquês de Pombal - Moscavide, Quinta das Laranjeiras) e a 746 (Marquês de Pombal - Estação Damaia).

Faz exactamente hoje uma semana que o Governo atribuiu a subconcessão do Metropolitano (assim como da rodoviária Carris) ao grupo espanhol de transportes urbanos Avanza, cuja assinatura do contrato tem como data de assinatura de referência 15 de julho.