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Não há crime, diz presidente da Câmara de Gaia

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Marco António Costa é o braço-direito de Passos Coelho no interior do PSD

Alberto Frias

Eduardo Vítor Rodrigues defende Marco António Costa, apesar de o Tribunal de Contas arrasar a gestão do PSD/CDS entre 2008 e 2012

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

O presidente da Câmara de Gaia sustenta que no relatório preliminar da auditoria do Tribunal de Contas, relativo ao período de gestão da era Luís Filipe Menezes, "não é apontado qualquer ilícito à atuação de Marco António Costa", sendo apenas em alguns momentos questionadas determinadas decisões políticas.

Em comunicado revelado na noite de quarta-feira, na sequência da notícia publicada no site do Expresso "Visão: a história desconhecida de Marco António Costa", o líder socialista da autarquia gaiense avança que, caso existisse qualquer ilegalidade detetada pelo Tribunal de Contas, estas teriam de constar no anteprojeto de relatório, "facto que não se verifica".

Segundo o sucessor de Menezes no comando da autarquia de Gaia, apesar da censura à gestão da coligação PSD/CDS "não há a atribuição de qualquer facto ilicíto ou irregular sujeito a sanção", limitando-se o tribunal a levantar questões de "opção gestionária, que merecem contraditório".

Eduardo Vítor Rodrigues refere ainda que o contraditório relativamente a alguns pontos que o Tribunal de Contas considera dúbios já foi enviado há vários meses, mas não "houve até agora" qualquer resposta por parte deste órgão.

Em entrevista ao Expresso um mês após ter sido eleito nas últimas autárquicas, o líder socialista acusou Menezes de "erros despesistas e birras", embora sem beliscar a ação do ex-vive-presidente Marco António Costa, atual número dois do PSD e responsável pela área financeira entre até 2008.

Mesmo em relação a Luís Filipe Menezes, o atual líder da Câmara de Gaia sempre se recusou a falar de má gestão, apesar de ter herdado 62 ações judiciais contra o município e uma dívida superior a 230 milhões de euros de empréstimos à banca. 

Logo após ter tomado posse, o autarca socialista recorreu para o Tribunal Constitucional de dois acordos do Supremo Tribunal de Justiça, que obrigam a Câmara a pagar 64 milhões de euros a credores, situação que, segundo o líder socialista, colocaria a edilidade no limite da sobrevivência.

No início de junho, o Tribunal Constitucional decidiu chumbar um dos recursos, o que obriga a autarquia a pagar 27 milhões de euros à sociedade que cedeu terrenos para construir parte da estrutura viária VL9, em 2002.

O Expresso tentou contactar Eduardo Vítor Rodrigues, não tendo ainda obtido resposta.