Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Lusófona diz-se "indignada" com anulação de 152 diplomas

  • 333

Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) defende, em comunicado, o "bom nome das pessoas e instituições envolvidas"

NUNO FOX

Para a universidade privada, o timing escolhido para a divulgação de informações sobre os cursos com irregularidades e os alunos com certificados anulados visa "denegrir" a sua "reputação"

"Indignação" - é a palavra utilizada pela reitoria da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) para se expressar quanto às últimas notícias divulgadas sobre os 152 diplomas que a instituição teve de anular, no seguimento de uma investigação realizada pelo Ministério da Educação. 

A instituição acusa os meios de comunicação de uma "exploração abusiva" do assunto, que foi tornado público da íntegra pela ordem da Comissão de Acesso aos Dados Administrativos. 

Em comunicado, a Lusófona defenda o "bom nome das pessoas e instituições envolvidas" e argumenta que a "validade científica" e pedagógica dos "processos conduzidos" nunca foi posta em causa. As lacunas encontradas na investigação à Universidade resumem-se a aspetos "processos e administrativos", defendem. Ao todo, foram analisados 400 casos entre os anos 2006 e 2013 e encontrados 30 cursos com irregularidades. 

Além de indignados, questionam ainda o "timing" das notícias publicadas sobre o assunto: coincidente com a altura de candidaturas ao ensino superior, sendo aproveitado para, lê-se no comunicado, "denegrir" a "reputação da Universidade". 

Além de Miguel Relvas, entre os 152 certificados anulados encontram-se outros nomes mediáticos, entre os quais o fadista Nuno da Câmara Pereira e o presidente da Câmara de Porto de Mós, além de vários agentes da Polícia Judiciária e da PSP, guardas prisionais e militares graduados.

  • Relvas foi o recordista das equivalências

    Ex-ministro recebeu 160 créditos pela sua experiência profissional e ficou dispensado de frequentar 32 das 36 cadeiras da licenciatura de Ciência Política e Relações Internacionais. Em sete anos, nenhum estudante da Lusófona recebeu tantos créditos