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Sociedade

Metro de Lisboa. Greve de quinta-feira sem serviços mínimos

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ANTÓNIO COTRIM / LUSA

O tribunal arbitral do CES justifica a decisão com o facto de existirem em Lisboa meios de transporte alternativos ao Metropolitano e de não haver coincidência de outras greves nos transportes na mesma área geográfica

O tribunal arbitral do Conselho Económico e Social (CES) anunciou esta segunda-feira que não decretou serviços mínimos para a circulação de comboios do Metropolitano de Lisboa na greve de 24 horas agendada para a próxima quinta-feira.

Os trabalhadores do Metro de Lisboa marcaram uma greve de 24 horas contra a subconcessão da empresa para o dia 18 de junho, sendo que os trabalhadores dos serviços noturnos iniciam o seu período de greve às 23h30 de quarta-feira até às 7h desta quinta-feira.

"Esta luta tem também o objetivo de lutar contra a reestruturação interna que está a ser feita, que vai originar a extinção de postos de trabalho e que assenta no objetivo de criar uma estrutura para uma empresa única que não existe", esclarece a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

A decisão do tribunal arbitral, divulgada esta manhã na página daquele organismo na Internet, prevê que "não são fixados quaisquer serviços mínimos relativamente à circulação de composições". Em contrapartida, o acórdão obriga os trabalhadores a assegurarem os serviços necessários à segurança e manutenção do equipamento e das instalações.

O tribunal justifica a decisão com o facto de existirem em Lisboa meios de transporte alternativos ao Metropolitano e de não haver coincidência de outras greves nos transportes na mesma área geográfica.